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Natal, RN, Brazil
Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!

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“Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais”



Allen Frances (Nova York, 1942) dirigiu durante anos o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Esse manual, considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisado periodicamente para ser adaptado aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipe que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos. Em seu livro Saving Normal (inédito no Brasil), ele faz uma autocrítica e questiona o fato de a principal referência acadêmica da psiquiatria contribuir para a crescente medicalização da vida.
Pergunta. No livro, o senhor faz um mea culpa, mas é ainda mais duro com o trabalho de seus colegas do DSM V. Por quê?
Resposta. Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação.


P. Seremos todos considerados doentes mentais?
R. Algo assim. Há seis anos, encontrei amigos e colegas que tinham participado da última revisão e os vi tão entusiasmados que não pude senão recorrer à ironia: vocês ampliaram tanto a lista de patologias, eu disse a eles, que eu mesmo me reconheço em muitos desses transtornos. Com frequência me esqueço das coisas, de modo que certamente tenho uma demência em estágio preliminar; de vez em quando como muito, então provavelmente tenho a síndrome do comedor compulsivo; e, como quando minha mulher morreu a tristeza durou mais de uma semana e ainda me dói, devo ter caído em uma depressão. É absurdo. Criamos um sistema de diagnóstico que transforma problemas cotidianos e normais da vida em transtornos mentais.


P. Com a colaboração da indústria farmacêutica... 
R. É óbvio. Graças àqueles que lhes permitiram fazer publicidade de seus produtos, os laboratórios estão enganando o público, fazendo acreditar que os problemas se resolvem com comprimidos. Mas não é assim. Os fármacos são necessários e muito úteis em transtornos mentais severos e persistentes, que provocam uma grande incapacidade. Mas não ajudam nos problemas cotidianos, pelo contrário: o excesso de medicação causa mais danos que benefícios. Não existe tratamento mágico contra o mal-estar.


P. O que propõe para frear essa tendência?
R. Controlar melhor a indústria e educar de novo os médicos e a sociedade, que aceita de forma muito acrítica as facilidades oferecidas para se medicar, o que está provocando além do mais a aparição de um perigosíssimo mercado clandestino de fármacos psiquiátricos. Em meu país, 30% dos estudantes universitários e 10% dos do ensino médio compram fármacos no mercado ilegal. Há um tipo de narcótico que cria muita dependência e pode dar lugar a casos de overdose e morte. Atualmente, já há mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas.


P. Em 2009, um estudo realizado na Holanda concluiu que 34% das crianças entre 5 e 15 anos eram tratadas por hiperatividade e déficit de atenção. É crível que uma em cada três crianças seja hiperativa?
R. Claro que não. A incidência real está em torno de 2% a 3% da população infantil e, entretanto, 11% das crianças nos EUA estão diagnosticadas como tal e, no caso dos adolescentes homens, 20%, sendo que metade é tratada com fármacos. Outro dado surpreendente: entre as crianças em tratamento, mais de 10.000 têm menos de três anos! Isso é algo selvagem, desumano. Os melhores especialistas, aqueles que honestamente ajudaram a definir a patologia, estão horrorizados. Perdeu-se o controle.


P. E há tanta síndrome de Asperger como indicam as estatísticas sobre tratamentos psiquiátricos?
R. Esse foi um dos dois novos transtornos que incorporamos no DSM IV, e em pouco tempo o diagnóstico de autismo se triplicou. O mesmo ocorreu com a hiperatividade. Calculamos que, com os novos critérios, os diagnósticos aumentariam em 15%, mas houve uma mudança brusca a partir de 1997, quando os laboratórios lançaram no mercado fármacos novos e muito caros, e além disso puderam fazer publicidade. O diagnóstico se multiplicou por 40.


P. A influência dos laboratórios é evidente, mas um psiquiatra dificilmente prescreverá psicoestimulantes a uma criança sem pais angustiados que corram para o seu consultório, porque a professora disse que a criança não progride adequadamente, e eles temem que ela perca oportunidades de competir na vida. Até que ponto esses fatores culturais influenciam? 
R. Sobre isto tenho três coisas a dizer. Primeiro, não há evidência em longo prazo de que a medicação contribua para melhorar os resultados escolares. Em curto prazo, pode acalmar a criança, inclusive ajudá-la a se concentrar melhor em suas tarefas. Mas em longo prazo esses benefícios não foram demonstrados. Segundo: estamos fazendo um experimento em grande escala com essas crianças, porque não sabemos que efeitos adversos esses fármacos podem ter com o passar do tempo. Assim como não nos ocorre receitar testosterona a uma criança para que renda mais no futebol, tampouco faz sentido tentar melhorar o rendimento escolar com fármacos. Terceiro: temos de aceitar que há diferenças entre as crianças e que nem todas cabem em um molde de normalidade que tornamos cada vez mais estreito. É muito importante que os pais protejam seus filhos, mas do excesso de medicação.


P. Na medicalização da vida, não influi também a cultura hedonista que busca o bem-estar a qualquer preço?
R. Os seres humanos são criaturas muito maleáveis. Sobrevivemos há milhões de anos graças a essa capacidade de confrontar a adversidade e nos sobrepor a ela. Agora mesmo, no Iraque ou na Síria, a vida pode ser um inferno. E entretanto as pessoas lutam para sobreviver. Se vivermos imersos em uma cultura que lança mão dos comprimidos diante de qualquer problema, vai se reduzir a nossa capacidade de confrontar o estresse e também a segurança em nós mesmos. Se esse comportamento se generalizar, a sociedade inteira se debilitará frente à adversidade. Além disso, quando tratamos um processo banal como se fosse uma enfermidade, diminuímos a dignidade de quem verdadeiramente a sofre.


P. E ser rotulado como alguém que sofre um transtorno mental não tem consequências também?
R. Muitas, e de fato a cada semana recebo emails de pais cujos filhos foram diagnosticados com um transtorno mental e estão desesperados por causa do preconceito que esse rótulo acarreta. É muito fácil fazer um diagnóstico errôneo, mas muito difícil reverter os danos que isso causa. Tanto no social como pelos efeitos adversos que o tratamento pode ter. Felizmente, está crescendo uma corrente crítica em relação a essas práticas. O próximo passo é conscientizar as pessoas de que remédio demais faz mal para a saúde.


P. Não vai ser fácil…
R. Certo, mas a mudança cultural é possível. Temos um exemplo magnífico: há 25 anos, nos EUA, 65% da população fumava. Agora, são menos de 20%. É um dos maiores avanços em saúde da história recente, e foi conseguido por uma mudança cultural. As fábricas de cigarro gastavam enormes somas de dinheiro para desinformar. O mesmo que ocorre agora com certos medicamentos psiquiátricos. Custou muito deslanchar as evidências científicas sobre o tabaco, mas, quando se conseguiu, a mudança foi muito rápida.


P. Nos últimos anos as autoridades sanitárias tomaram medidas para reduzir a pressão dos laboratórios sobre os médicos. Mas agora se deram conta de que podem influenciar o médico gerando demandas nos pacientes.
R. Há estudos que demonstram que, quando um paciente pede um medicamento, há 20 vezes mais possibilidades de ele ser prescrito do que se a decisão coubesse apenas ao médico. Na Austrália, alguns laboratórios exigiam pessoas de muito boa aparência para o cargo de visitador médico, porque haviam comprovado que gente bonita entrava com mais facilidade nos consultórios. A esse ponto chegamos. Agora temos de trabalhar para obter uma mudança de atitude nas pessoas.


P. Em que sentido?
R. Que em vez de ir ao médico em busca da pílula mágica para algo tenhamos uma atitude mais precavida. Que o normal seja que o paciente interrogue o médico cada vez que este receita algo. Perguntar por que prescreve, que benefícios traz, que efeitos adversos causará, se há outras alternativas. Se o paciente mostrar uma atitude resistente, é mais provável que os fármacos receitados a ele sejam justificados.


P. E também será preciso mudar hábitos.
R. Sim, e deixe-me lhe dizer um problema que observei. É preciso mudar os hábitos de sono! Vocês sofrem com uma grave falta de sono, e isso provoca ansiedade e irritabilidade. Jantar às 22h e ir dormir à meia-noite ou à 1h fazia sentido quando vocês faziam a sesta. O cérebro elimina toxinas à noite. Quem dorme pouco tem problemas, tanto físicos como psíquicos.

Fonte: El País

Autossabotagem



Os processos de autossabotagem acontecem por diversas razões. E uma dessas razões é a tentativa inconsciente de proteger a si mesmo. Vou explicar como isso funciona.

Imagine uma mãe que sempre fala pra filha: cuidado, os homens não prestam, são todos iguais. Todos eles traem e decepcionam. Essa menina se torna adulta e quer ter um relacionamento sério. No entanto, ela percebe que seus relacionamentos sempre dão errado de alguma forma e ela nunca consegue se realizar nessa área. Ela só se interessa por quem não se interessa por ela. Ou então, quando engata um relacionamento, ela perde o interesse rapidamente, ou ainda, acaba tendo brigas que levam ao término do relacionamento.

E pra essa mulher parece que ela tem má sorte no amor. Tudo dá errado. Tudo conspira contra. Mas, no fundo, sem perceber, ela dá um jeito de sabotar seus relacionamentos pra que realmente não deem certo. Afinal de contas, tem uma informação gravada no seu inconsciente que diz que os homens não prestam e a farão sofrer. Assim ela está apenas se protegendo. Mas essa proteção, que seria pra prevenir um sofrimento, gera outros tipos de sofrimento com a falta de realização na vida amorosa.

Uma coisa semelhante ocorre também na parte financeira. É muito comum as pessoas associarem dinheiro a coisas negativas. Dinheiro é sujo. Dinheiro corrompe. Dinheiro muda as pessoas. Dinheiro afasta do caminho espiritual. Dinheiro tira a paz interior e causa discórdia. Com essas crenças gravadas, seu inconsciente vai dar um jeito de impedir o seu progresso financeiro pra que você não tenha uma coisa que traz tantos males.

O consciente e o inconsciente travam uma batalha. Por um lado a mulher quer se casar e encontrar um bom relacionamento, esse é o seu lado racional. O lado emocional e inconsciente diz que isso é perigoso e que trará muito sofrimento. E essa parte inconsciente é muito mais ampla e profunda, tem um poder sabotador imenso. Ela vai contaminar as escolhas e a forma de interpretar o mundo pra afastar a pessoa do aparente perigo.

Com o dinheiro é a mesma coisa. Por mais que racionalmente você diga que deseja mais prosperidade, se você carrega essas crenças negativas que ligam o dinheiro a coisas ruins, o seu inconsciente, que é infinitamente mais esperto que o seu lado racional, vai dar um jeito de sabotar o seu crescimento.

Imagine agora uma pessoa que deseja ser um empreendedor, que veio pra esse mundo com essa vocação. Mas seus pais são funcionários públicos e passaram a vida inteira falando que o concurso é o único caminho seguro pra ter uma vida e renda tranquila. Esses pais sempre mostram os exemplos dos autônomos e empreendedores que se deram mal na vida. Então, essa pessoa pode sabotar suas tentativas de se tornar um empreendedor por que seu inconsciente estará tentando lhe proteger de todos os perigos de não ser um funcionário público.

O mesmo mecanismo sabotador de proteção pode acontecer também por medo da inveja. O sucesso muitas vezes está negativamente associado ao medo de atrair pessoas aproveitadores, invejosas e interesseiras. Quando alguém se destaca em qualquer coisa que seja, sempre haverá quem admire e queira ajudar, e também quem sinta inveja e queira atrapalhar o seu caminho. Então, por medo de sofrer e sendo alvo da inveja, muitas pessoas sabotam o próprio sucesso. Mais uma vez o seu inconsciente entra em ação para lhe proteger dos perigos.

A forma de se eliminar esses mecanismos é através da liberação das emoções e crenças limitantes. Só assim você desarma essas proteções inconscientes. Eu recomendo a utilização da *EFT (técnica para autolimpeza emocional, baixe o manual gratuito aqui) pra isso, por que é uma técnica simples e muito eficaz que nos ajuda a dissolver com maior facilidade a negatividade que nós carregamos.

Problemas na nossa autoestima também nos farão criar mecanismos de proteção sabotadores. Pontos fracos na autoestima nos levam a ter medo de criticas e de rejeição. Nesse caso você começa a evitar se expor, crescer, se destacar, ou simplesmente se relacionar socialmente. Assim o seu inconsciente o mantém seguro na sua zona de conforto. Em tese, isso poupa você do sofrimento, mas acaba evitando o seu desenvolvimento como pessoa.

Falando em autoestima, elaborei um teste com perguntas que farão você descobrir como está o nível da sua agora. O mais importante não é nem tanto a pontuação final que você vai obter nesse teste. O mais importante é a reflexão que cada pergunta traz. Pra fazer o teste é só acessar: Teste a Sua Autoestima. Faça agora!

*EFT - Emotional Freedom Techniques - Técnica que ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se autoaplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse este link

Fonte: Andre Lima

Motivação

Copiado integralmente do blog  A vida simples assim, pq eu adorei, mas segue abaixo o texto completo:

A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ — Qual o resultado disso?
Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTOÉ — Há um script estabelecido?
Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.
ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .

Segue link para matéria: Revista Isto É

Cuidado com o que você fala!



Cuidado com o que você fala.
Mas muito mais cuidado com o como você age.
Palavras machucam.....
Mas atitudes podem destruir.
E não adianta... você pode até tentar consertar...
Porém nunca mais será como antes.

Professor do Século XVIII





Em pleno século XX, o sr. Teixeira, um grande professor brasileiro do século XVIII, voltou ao Brasil e, chegando à sua cidade, ficou abismado com o que viu: as casas eram altíssimas e cheias de janelas, as ruas pretas e passavam umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor Teixeira não conhecia (poluição, telefone, avião, rádio, barato, metrô, televisão, computador, internet...). As roupas deixavam o professor Teixeira ruborizado. Tudo havia mudado. Muito surpreso e preocupado, o professor visitou a cidade inteira e, cada vez mais compreendia menos o que estava acontecendo. Resolveu então visitar uma  igreja, mas que susto levou. O padre rezava missa, não em latim, mas em português e de costas para o altar; o órgão estava parado e um grupo de cabeludos tocavam nas guitarras uma música estranha, ao invés do canto gregoriano. O desespero do professor aumentava. Resolveu ainda visitar algumas famílias. Mas... o que significava aquilo? Depois do jantar todos se reuniram durante muitas horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor Teixeira ficou impressionado com tanta capacidade de concentração e de adoração!!! Ninguém falava uma palavra diante do aparelho. Tudo havia mudado completamente e o professor Teixeira desanimava cada vez mais, até que resolveu visitar uma escola. Foi uma idéia sensacional porque quando lá chegou, sentiu o que procurava: tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras uma atrás das outras. Professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando. Sentiu-se em casa.

O que Pedagogos e Professores desse Brasil não Aprenderam


Pode passar pela melhor universidade, concluir a melhor pós-graduação, ter um currículo exemplar, mas o que mostra nesse pequeno vídeo, não se encontra em nenhuma cátedra, não é ensinado em curso algum!
É uma questão de ser humano apenas.... de ser simples e sensível, de saber.... um saber que, posso dizer, nasce com cada um. Não se compra, não se adquire com um diploma, mas que pode ser apreendido ao longo da vida.
Apesar de ser apenas um vídeo, com apenas bonequinhos e de apenas uns poucos minutos.... ele me emociona.
Me sinto mal e muito triste em saber que essa é a realidade educacional que tivemos e damos às nossas crianças. Me sinto pior quando percebo que eu talvez tenha sido uma menina como esse menininho do vídeo, que pensa e sente e aprende diferente, mas que é paulatinamente engolido por uma sociedade que desconhece alguns saberes, alguns sentimentos e desrespeita os seus pequenos.
Talvez alguma coisa que eu não tenha superado, e mais um dos motivos de me sentir impotente e ter "fugido" da área educacional.

Uma frase de Joseph Joubert:
"As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas".


Não acredito...

NÃO ACREDITO MAIS NAS PESSOAS.
Antes as mudanças de opinião fossem apenas para crescimento, aprendizado;
No entanto são usadas apenas quando convenientes.
Antes as palavras ditas fossem apenas as do sentimento, boas ou más, tanto faz, mas reais;
No entanto... são apenas palavras: usadas na conveniência ou de forma inconveniente; muitas vezes irreais e muitas vezes vazias...
(eu preciso aprender com o silêncio).
Antes as pessoas fossem mais honestas consigo mesmas...
Assim eu seria mais feliz, você seria mais feliz e o mundo menos chato.

Antigamente se podia dizer que as crianças eram sinceras, inclusive eu mais estava com elas do que com os adultos, nas festinhas, em família, onde eu não conhecesse ninguém, lá estava eu brincando com as crianças e igual a uma!
Pois hoje... nem isso é possível. Primeiro que tudo é processo! E esse negócio de pedofilia... (acho que é só com homens) mas é sempre bom evitar, porque para uma família maliciosa, tudo é motivo.
E não é só isso!
As crianças não são tão crianças quanto antes... acabou-se a inocência, são tratadas como adultos, são cobradas por serem sempre mais e fazerem mais e o mundo não é mais o mesmo.
Se crianças estão assim, como serão os futuros adultos?
É por isso que cada dia mais gosto da minha cachorra. Me mostra os dentes toda hora, mas é sincera como ninguém!


Lauroka

Para um Planeta Sustentável



"Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos…
Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável (vi na Internet).

 Isso é falar em Educação!

Criando alicerces firmes. Onde mais seria senão nas crianças? 
Sempre me perguntei por onde começar, já que temos no Brasil um histórico de escravidão, de inversão de valores e culturas?
É preciso reciclar as mentes e os sentimentos!
Quando eu tenho consciência das razões que levam a determinado fato, eu tenho um maior poder de compreensão do outro. Isso não quer dizer que minha tolerância se estenda ao injusto, apenas que tenho maior capacidade de modificar as ações futuras.
Não aceito o erro, mas compreendo porque está ali.
Sou de uma geração que não tem, nem se criou, nenhum engajamento político, nenhum sentimento do tipo. Geração em que as aulas de Educação Moral e Cívica da escola eram criticadas pelos nossos pais. Daí aprendemos (e apreendemos) a ficar alheios à esse conhecimento do mundo político. Pais estes, que talvez evitem essa aproximação por terem vivido num período de ditadura... quem sabe seus motivos...?
Enfim... e repetindo as ideias de outros posts meus: como educar sem dar o exemplo? 
Todos temos o negativo e o positivo. Somos o que há de pior e podemos ser o que há de melhor no ser humano.
Então por quê se acomodar no: "Tá bom assim...!"
Essa foto achei bem interessante! Mostra o contraste de uma época quando o mais velho era respeitado; quando o professor entrava em classe e os alunos se levantavam em respeito. E dos dias de hoje, quando o professor entra em sala e o aluno continua de pé, de costas, como se "nada" tivesse entrado; quando é o professor quem implora silêncio para ensinar algo que é de importância para os próprios alunos!
Antes a família era mais presente, confiava na escola e dava continuidade em casa, exigindo o máximo de seus filhos para que fossem pessoas de bem num futuro.
Hoje a família desestruturada está mais ausente, não confia na escola descontinuando o trabalho em casa, ou seja, os valores ensinados na escola não são os mesmos praticados pela família. E por conta dessa ausência, muitos pais ou mães imaginam que a escola fará milagres pela educação de seu filho. Que irá fazer o que ele ou ela como responsáveis não o fazem.
Seus filhos têm que estudar para passar de ano (nem precisam ter ótimas notas, apenas a média) para entrarem na universidade, numa carreira que pague e muito bem!
Os valores invertidos, cada dia mais. Os interesses estão no ter e não mais no ser.
Para ter um planeta sustentável, nós temos que o tornar sustentável.
Reciclando e revendo nossos atos e consequências.


Sobre o post Xenofobia da Elite e Racismo


Primeiro temos que dar uma olhadinha na legislação. 
Essa está comentada que busquei no site DireitoNet. Para ler na íntegra clique no site.

Quando da promulgação de Nossa Constituição Federal em 1988, seu art. 5º, inciso XLII, determinava que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”, sendo referido inciso um mandado expresso de criminalização, o qual teve sua eficácia com a promulgação da Lei nº 7.716/89.
Curiosamente a Lei nº 7.716/89 determina em seu título a punição de crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, categorias estas que foram ampliadas no ano de 1.997, quando o legislador então acrescentou ao art. 1º da referida lei os termos etnia, religião e procedência nacional, passando referido art. a vigorar da seguinte forma:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97).
A lei 9.459 de 15 maio de 1.997 além de criar novas categorias para a “lei de racismo”, também acresceu ao artigo 140 do Código Penal, o parágrafo terceiro, criando com isso a figura da injúria qualificada, in verbis:
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
(...)
§ 3º - Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
Pena - reclusão de um a três anos e multa.
O parágrafo terceiro do art. 140 do Código Penal ainda sofreu nova alteração no ano de 2.003, com a Lei nº 10.741, quando então foram incluídas duas novas categorias, pessoa idosa ou portadora de deficiência, passando a vigorar da seguinte forma:
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência...
Isso só vem acrescentar e confirmar o que eu já disse em outros posts sobre as pessoas, sobre minha desilusão com o mundo. Fazendo uma pequena observação: não sou dona perfeitinha, mas tento ser sim! E assumo isso. Tento ser correta, sincera e só vejo um mal nisso: não me encaixo nesse mundo. ( ou não aprendi a lidar com ele e com a maioria das pessoas que destoam do MEU mundo...)
Digo e repito: 
AS PESSOAS FINGEM, fingem o tempo todo, mentem inclusive para elas próprias! Fingem que são educadas e quando você vira as costam comentam.  Por que ao invés de falar de você não falam para você? Ajudaria a ser alguém melhor...
FALSAS!
Te dizem bom dia por uma mera formalidade, mecanicamente, isso não quer dizer que querem que seu dia seja realmente bom... nem te olham nos olhos!
FRIAS!
Em público te apoiam, dizem que você está certo, que é preciso reivindicar! Mas quando é necessário pôr as mãos na massa e agir, enfiam o rabo entre as pernas  (provavelmente um rabo sujo, porque quem não deve não teme!) e saem pela tangente! 
COVARDES! 
Pelo amor de Deus! Quão POLITICAMENTE CORRETAS se dizem essas criaturas, se batem no peito e afirmam o que não praticam?! Está escrito na testa!
HIPÓCRITAS!
Entram em seus carros de luxo são verdadeiros transformistas! Aquela aparência elegante e bons modos ao falar vão por terra depois de picotar o trânsito e daquela fechada que te dão na primeira esquina, sem sequer um gesto de desculpas.
IGNORÂNCIA
Pois é... ignorância resume tudo. Todos nós estamos sujeitos à momentos de ignorância. De desconhecimento do caso, da situação, dos sentimentos e das consequências. Não consigo acreditar que as pessoas tenham tais atitudes conscientes. Mas como disse, estamos sujeitos à MOMENTOS. Quero dizer que temos a capacidade de perceber o erro e modificar atitudes e padrões de pensamentos.

A Internet é como uma festa à fantasia, as pessoas entram, se disfarçam (ou não) mas dão a cara à tapa. São o que são e ali se entregam. Às vezes até se descobrem.

E o que aconteceu não foi coisa do mundo virtual! É real! 
É assim que muitos são e pensam e agem e excluem (ou talvez se excluam). Na verdade, só veio à tona um problema histórico! É impressionante como se avança tecnologicamente, economicamente e ao mesmo se percebe uma pausa moral no tempo, na história de várias gerações. Não dá pra dizer retrocesso porque acredito que o ser humano nunca regride. Apenas estagnou. Parou aí! Não QUIS crescer e avançar no que chamam de Inteligência Emocional, Evolução Espiritual ou, para ser mais simples, mantém-se como um ser anti-ético. Cultivado a cada geração, passado de pai para filho, para netos e bisnetos de forma muito sutil, entranhado nos mais simples gestos. Porque a gente não é o que diz, a gente é o que faz, de que modo agimos. Para quem não sabe, esse é o processo inicial e base do aprendizado infantil, como já dizia Vigotsky sobre a zona de desenvolvimento proximal, e todas as teorias existentes sobre valor cognitivo-afetivo nos processos de ensino-aprendizagem. Acho que é por isso que até agora não tive filhos... porque sei que vou tentar educá-los não só com palavras, mas principalmente com atitudes. Porque eles irão crescer e perceber que tiveram uma educação coerente entre o que era dito e o que era praticado. Tentando criar neles discernimento e entendimento de que toda ação tem suas consequências e quais são elas. Talvez o universo não conspire ao meu favor.  Talvez esteja aí a explicação de não ter filhos apesar das tentativas. Talvez o mundo não precise de pessoas assim...

 

O que você come é o que você é


 Por algum motivo meu corpo rejeita alguns alimentos. A natureza é sabia (e nós, cegos). Falando de um modo bem feio, eu vomito mesmo!
Aqui estão alguns dos vilões da minha vida, o adoçante, a carne, mas os vídeos mostram também outros problemas com alimentos.
Só faço uma observação quando ele comenta como um bom assunto, falar dos alimentos orgânicos. Tenho meu pé atrás e mil dúvidas! Mas fica para outro post.
Os vídeos estão divididos em partes, tire suas conclusões e pense qual será sua atitude depois de ver. 
Acho que vamos "viver de luz".... rs



Picanha Maturada e o Educar



Que título mais esquisito! O que tem uma coisa a ver com outra?
Mas olhem só esse artigo da revista Super Interessante:

Enzimas fazem a carne ficar mais macia

Maturação é a técnica natural de amaciar a carne, sem nenhum tipo de produto.

O que é uma carne maturada?É uma carne amaciada naturalmente, sem que se misture a ela qualquer produto. Geralmente, esse processo de maturação é usado para a carne bovina. Existem enzimas dentro dela que fazem com que os filamentos de proteínas das fibras musculares se rompam. A carne fica então mais molinha, além do sabor tornar-se mais acentuado. Mas como o alimento se estraga com muita facilidade, é preciso que esse processo aconteça sob refrigeração (abaixo de 2 graus Célsius). Se a carne for embalada a vácuo, a segurança será maior ainda porque ela não será atacada pelos microorganismos externos que causam a deterioração. (Só os microorganismos internos...! Só??? Será??? O nome disso é ESTADO DE DECOMPOSIÇÃO)
É importante destacar que a carne maturada tem uma composição idêntica à da fresca e nenhum ingrediente é adicionado a ela, explica o veterinário especializado em engenharia de alimentos Pedro Eduardo de Felício, da Universidade Estadual de Campinas, em São Paulo. Durante a maturação, porém, perde-se um pouco de umidade e de proteínas solúveis presentes no alimento. 


Bom, não satisfeita só com esse texto, busquei mais na fonte, um site sobre o Desenvolvimento de Agronegócios: 
A maturação é o amaciamento (tenderização) da carne que ocorre após o rigor mortis, durante a estocagem refrigerada.  Outra definição é que, carne maturada é aquela resultante do processo que consiste em manter a carne refrigerada sob temperatura próximas de 0oC por um período suficiente para torná-la não apenas amaciada, como também melhorar outras qualidades organolépticas inerentes, como por exemplo, o sabor (Kubota et al., 1993; Lawrie, 1985; Puga et al., 1999).

Segundo Goll et al. (1992) e Koohmaraie (1992), durante a maturação ocorrem importantes mudanças químicas e estruturais (degradação da linha Z, degradação de desmina, degradação e desaparecimento de troponina-T, degradação de titina e nebulina, aparecimento de polipeptídeos de peso molecular de 95 e 28 - 32 kDa, e a não degradação dos miofilamentos actina e miosina), que vão influenciar a maciez da carne.

A maturação consiste em armazenar a carne em embalagens à vácuo (sem oxigênio) em temperaturas entre 0-1 oC por um período de 15 dias. A necessidade de embalagem a vácuo visa o retardamento do crescimento de bactérias aeróbicas putrefativas e favorece o crescimento de bactérias lácticas, que, por sua vez, produzem substâncias antimicrobbianas (Puga et al, 1999).

Segundo Kubota et al. (1993) a técnica para a preparação da carne maturada seguiria os seguintes passos:  1) Retirada cuidadosa de aponevroses (gorduras, tendões) da superfície das peças;  2) embalamento à vácuo, com filme termoencolhível;  3) manter em refrigeração entre 0-4oC, durante 15-21 dias.

Quer dizer, deteriorização mudou de nome! O mundo dos Agronegócios chamam de tenderização. Não tenho mais o que dizer, eles já dizem por mim. 
Você escolhe o quê, e como consome.
Inclusive, lembro da violência de pais que costumam forçar seus filhos a comer, alegando que é preciso senão vão ficar anêmicos. Me lembro de amiguinhas de infância que passavam mal, de bebês numa creche que estagiei, que vomitavam  a papinha com carne... e ainda assim as Pedagogas forçavam a comida guela abaixo dizendo que a mãe iria reclamar que seu bebê não se alimentou. Aliás esse é UM dos vários motivos que encheram meu saquinho para  eu não seguir na profissão. A falta e noção, de bom senso e de educação de quem se dizia Educadora. Agora, lembrando bem, antes de ingressar na universidade, me diziam  um trocadilho... algo de PedaGOGO que parecia PedaCOCÔ.

Saúde também é uma questão de costume. Precisamos nos acostumar com o mudar, com o fazer diferente, com o experimentar o novo, o saudável e comparar os resultados por si mesmo. Que raios de Educador, que passa sua graduação toda (e talvez a pós-graduação) repetindo, (sim, repetindo porque muitos não passam de louros) coisas que não aplicam nem acreditam?
- Sobre  a abordagem sóciointeracionista de Vygotsky esclarecendo a influência do ambiente no desenvolvimento da criança e as zonas de desenvolvimento proximal. Se somos produto do meio, por que não podemos explorar que outras possibilidades ele nos oferece? O crescimento seria muito mais rico!
- E aquela frase batida entre os pedagogos " Aprender a Aprender". Ai que raiva tenho quando escuto! Não sou contra a ideia, mas contra o discurso sem prática.
- E o respeito ao saber do educando, tão pregado por Paulo Freire (êita velhinho sabido!), à sua Pedagogia da Autonomia? Um aprendizado mais humano como o de Rogers, com liberdade e responsabilidade de Montessori!
Poxaaaa.... passamos alguns anos estudando as ideias dessas mentes para no final na faculdade ouvir que são TEÓRICOS DA EDUCAÇÃO!?
E se tornam teóricos mesmo! Poucos são os que aplicam em suas instituições de ensino. 
Se é particular o problema é o lucro: não pode perder aluno e faz tudo o que o papai e a mamãe querem. "TÔ PAGAAAANDO!"
Se é pública, não existe nada! Nem amparo legal, nem, estrutura, nem boa vontade, nem verbas, absolutamente nada! Uma que outra alma boa... recém chegada... ainda tem disposição.
Mas uma andorinha só não faz verão...

Aaaafff.......!!!
Deixo aqui minha desilusão com a Educação e, principalmente, com as pessoas...

Fazendo a Feira

      Muitas vezes vamos ao mercado (porque aqui a feira é longe), e cada vez que passamos no caixa com legumes, verduras e frutas a pessoa pergunta: o que é isso? Algumas ainda me perguntam para que serve, como usar etc...
Bom, o fato é que as pessoas não conhecem nada, nem o que comem, como preparam, de que é feito.
Consequências da modernidade: mulher passou a trabalhar fora, comer fora ou mora com a mamãe que cozinha para ela, ou ele, para os netos e assim vivemos. E assim se perpetua o exemplo de família.
Oras! Eu também trabalho fora, como fora,  cozinho quando tenho que cozinhar, mas conheço muitas coisas. Se não conheço, procuro conhecer e provar.

Nos perguntam o que é espinafre, rabanete, coentro, majericão, alguns tipos de laranja, frutas diferentes então... nem se fala!
O engraçado é damos o nome, mas às vezes, por causa da diferença na linguagem, a coisa que tem um nome no sul e sudeste aqui se conhece por outro nome. Aí fica difícil, né!
Acho que já paguei mais caro na fruta porque o nome era outro que eles não achavam na porcaria da listinha de códigos e preços.
Eu já tinha no blog um tópico com Ervas e Frutos, despois deste posto vou mudar para Frutos, Ervas, Temperos Etc. Pois bem, lá vou postar o que é e os benefícios de cada coisa que costumo utilizar nos meus pratos ou gosto de comer.
E que faz bem!!!
Ou a população só conhece arroz com feijão? Cuzcuz com carne-de-sol?
É só abrir a internet, deixar de olhar sites de fofocas e buscar que encontra aos montes informação sobre tudo!
Esse  blog é mais um!
Será uma questão de cultura ou de educação?
Onde está o problema? Por que as pessoas não se interessam em aprender, em conhecer, em sair do seu mundo e deixar de olhar o próprio umbigo?

...

SEM COMENTÁRIOS

Candidíase: prevenção

Por isso a minha birra em ir ao médico. Ahhhh... se eles soubessem metade do conhecimento oriental sobre medicina, iriam curar muito mais! Em geral médico não cura, quebra-galho. Te solicita um exame, receita um remedinho e tchau! " Se não melhorar volte aqui." - Assim nos dizem. Eles tratam mais dos sintomas do que da doença, o que aliás já não está certo! 
Tem que se começar trantando o doente! Pois é nele que está o desequilíbrio que geram as doenças ou qualquer aviso de distúrbio do organismo. Mais uma vez eu aqui divulgando a homeopatia, que vai no doente e não na doença. E nos remete ao equilíbrio original.
Bom, mas voltando ao assunto, quantas moçoilas não sofrem com Cândida? Até bebês têm esse problema.
Além dos cuidados básicos para evitar o surgimento, a novidade é que se você tem problemas intestinais está propensa a ter candidíase recorrente.
Então aqui estão as orientações que se devem seguir:
  • Calcinhas de algodão sempre, as outras só em ocasiões especiais;
  • Manter a área ventilada, em geral calças justas e grossas não devem ser usadas;
  • A higiene deve estar em dia (clique AQUI para ver como);
  • Nada de duchas vaginais como explicado no link acima;
  • Intestino funcionando bem:
  1. Se o problema for frequente, corte o açúcar, refrigerantes mesmo diets,  leite de vaca e tudo que tem fermento;
  2. Frutas secas, amendoim, bebida alcoólica também estão proibidos;
  3. Aumente no seu cardápio alho, vegetais, arroz, grãos em geral, caju;
  4. Se alimente de forma a melhorar seu sistema imunológico;
  5. Aumente a ingestão de água e fibras para manter a regularidade do intestino.
Pronto! Acho que essas dicas ajudam muito.
Ah sim! E no caso de bebês com esse problema, a mamãe deve cuidar melhor da alimentação do seu filho. 
Se for o caso de ainda amamentar, você deve buscar seguir essas orientações alimentares e, em conjunto com o pediatra, que tipo de alimentos ou homeopáticos ou fitoterápicos podem ajudar a manter em alta o sistema imunológico do seu pequeno.

Corpo e Mente - Uma influência desde o útero

 
Antes da bioenergética propriamente dita, nasceu a terapia corporal pelas mãos do psicanalista húngaro Wilhelm Reich, ex-discípulo de Freud (o pai da psicanálise), que resgatou a importância do corpo para a compreensão das emoções e dos sentimentos. “Freud se preocupava com o que o paciente falava e Reich observava como ele falava, analisando sua respiração e expressão corporal”, diz o médico e psicoterapeuta Ricardo Amaral Rego, diretor do Instituto Brasileiro de Psicologia Biodinâmica.
Reich rompeu com a separação entre corpo e mente, tão comum nas terapias de então. Ele compreendeu que o que afeta o corpo repercute na mente, e vice-versa. Também passou a estudar como o corpo é regido e conduzido por uma energia que ele batizou de orgônio – conhecida por ch’i na medicina tradicional chinesa e por prana pelos hindus. O trabalho de Reich era inovador para a psicanálise e para a sociedade ocidental, pois defendia que a vitalidade dessa energia contribui para o bem-estar do ser humano. Empolgado, ele mergulhou em pesquisas para descobrir a origem dessa energia e deixou aberto o campo para estudos da correlação mente/corpo. “Nesse vácuo, Lowen, ex-paciente e aluno de Reich, encontrou espaço para sistematizar o trabalho do mestre”, explica o psicoterapeuta Rubens Kignel, de São Paulo. 
Lowen partiu do princípio de que a boa relação entre corpo, mente e energia é a base para uma vida plena. Na prática, se a pessoa está triste devido a uma perda, ela se sente enfraquecida para reagir porque o organismo não produz a energia de que ela precisa para se animar. Por isso, o terapeuta acredita ser difícil alguém deprimido ficar bem e pensar positivamente se seu nível de energia estiver baixo. Aí entra a análise bioenergética: para resolver o descompasso.
A fórmula conta com um equilíbrio na equação mente/corpo/energia, com base no estudo dos estados emocionais e energéticos do corpo.
Numa sessão de bioenergética, além de conversar como em qualquer outro tipo de psicoterapia, o terapeuta pede que o paciente faça alguns exercícios físicos. O objetivo é destravar tensões musculares – geradas por estresse, tristeza, ansiedade e problemas psicológicos – e levar a pessoa a respirar livremente, já que a emoção interfere no fluxo respiratório. “Por conta dos seus problemas emocionais, um paciente pode aprisionar a respiração, isto é, entrar num padrão de inspirações e expirações curtas e apressadas, que tensionam os músculos e distanciam o indivíduo do contato com o seu corpo”, afirma Liane Zink, diretora do Instituto Brasileiro de Análise Bioenergética, ex-aluna de Lowen. Os exercícios da bioenergética colaboram para a respiração fluir novamente. 
O resultado da terapia é um ser humano mais integrado consigo mesmo, seus desejos, sua verdade e, conseqüentemente, mais presente em tudo o que acontece na vida. “Diminui aquela sensação de estar sendo levado pelos acontecimentos, de viver no piloto automático”, considera Rubens Kignel. Essa consciência é trabalhada por meio do conceito de grounding (o fundamento mais importante da bioenergética), que significa “estar enraizado”. Para sentir o corpo enraizado, Lowen desenvolveu exercícios (veja quadro) que mesclam respiração e posturas. “Após esses exercícios, a pessoa percebe que está inteira numa relação – seja ela amorosa, de trabalho, com os filhos ou com seus valores. O grounding pode mostrar os medos do paciente, fazendo-o enfrentálos”, explica Liane.
Estar cheio de vida e energia é a idéia loweniana de saúde física e mental. Manter essa ligação dá ao ser humano a possibilidade de se expressar livremente e alcançar a graciosidade. Afinal, como o pai da bioenergética diz: “Na ausência do sentir, o movimento se torna mecânico e as idéias se tornam abstrações”. Se é verdade que alguns distúrbios diminuem a graça do corpo e debilitam sua saúde, também é fato que o resgate dessa graça recupera o bem-estar. “O paciente aprende a estar com o melhor de si e a aceitar que existem incompletudes, mas que é possível viver em harmonia assim”, afirma Kignel.

Outro aspecto das terapias corporais é a Biossíntese. Com base no estudo do desenvolvimento do feto na década de 1970, o pedagogo e psicoterapeuta inglês David Boadella entendeu a influência que o feto recebe da mãe e do meio ambiente e concebeu dois conceitos fundamentais da biossíntese – o útero receptivo e o útero rejeitador ao bebê. Dependendo de como foi a relação mãe/feto, o bebê pode se tornar um adulto receptivo ou rejeitador a pessoas, situações e desafios da vida. “Boadella também desenvolveu conceitos de movimento e postura. Cada uma delas está ligada a situações de abrir-se e fechar-se a si e ao mundo”, explica o psicoterapeuta Rubens Kignel.
Independentemente da linha, o fato é que as terapias corporais se mostram muito úteis para levar o homem a olhar mais para seu corpo e compreender que o bem-estar físico e mental são unos e uma valiosa ferramenta para o entendimento de si próprio.

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