Em pleno século XX, o sr. Teixeira, um grande professor brasileiro do século XVIII, voltou ao Brasil e, chegando à sua cidade, ficou abismado com o que viu: as casas eram altíssimas e cheias de janelas, as ruas pretas e passavam umas sobre as outras, com uma infinidade de máquinas andando em velocidade; o povo falava muitas palavras que o professor Teixeira não conhecia (poluição, telefone, avião, rádio, barato, metrô, televisão, computador, internet...). As roupas deixavam o professor Teixeira ruborizado. Tudo havia mudado. Muito surpreso e preocupado, o professor visitou a cidade inteira e, cada vez mais compreendia menos o que estava acontecendo. Resolveu então visitar uma igreja, mas que susto levou. O padre rezava missa, não em latim, mas em português e de costas para o altar; o órgão estava parado e um grupo de cabeludos tocavam nas guitarras uma música estranha, ao invés do canto gregoriano. O desespero do professor aumentava. Resolveu ainda visitar algumas famílias. Mas... o que significava aquilo? Depois do jantar todos se reuniram durante muitas horas para adorar um aparelho que mostrava imagens e emitia sons. O professor Teixeira ficou impressionado com tanta capacidade de concentração e de adoração!!! Ninguém falava uma palavra diante do aparelho. Tudo havia mudado completamente e o professor Teixeira desanimava cada vez mais, até que resolveu visitar uma escola. Foi uma idéia sensacional porque quando lá chegou, sentiu o que procurava: tudo continuava da mesma forma como ele havia deixado: as carteiras uma atrás das outras. Professor falando, falando... e os alunos escutando, escutando. Sentiu-se em casa.
Aqui você encontra de tudo um pouco. E cada dia mais um pouquinho! Por onde ando e por onde andarei, sentimentos, perguntas, respostas, protestos. Só espero poder contribuir com a minha curiosidade, trazer reflexão por alguns instantes e contagiar com minha alegria!!! Seja Bem-Vindo e Obrigada pela Visitinha!
Páginas
wibiya widget
Meu Perfil
- Flá
- Natal, RN, Brazil
- Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!
TÁ EM DÚVIDA??? CONSULTE AQUI QUE É BOM PRA BURRO!
Mostrando postagens com marcador acessibilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acessibilidade. Mostrar todas as postagens
Olha o Fumacê!!!!
Essa coluna copiei na íntegra porque me identifiquei. Sinto-me uma fumante passiva, ou alguém meio defumada... com uma sensação de torpor, embriaguez dos sentidos... Mas de pleno acordo com o doutor! Eu sempre digo: " Educação... mandou um abraço!"
Temos problemas de origem educacional, já que, desde a escolinhas, às crianças não são ofertados grandes atrativos para esse mundo que é a leitura.
Problemas de origem cultural, porque o brasileiro se acostumou ao "mínimo necessário", inclusive ao ler.
Quando adolescentes na escola, lemos o resumo do livro para o vestibular (por quê não o livro todo?), mais tarde lemos as manchetes do jornal (por quê não o artigo todo?), lemos.... hum... lemos mais o quê hein? O horóscopo no jornal, o resumo dos últimos capítulos da novela... algo mais???
Então! Está aí nosso mal!
Nem bulas de remédios, nem manual do novo celular, nem a caixa de emails se lê mais!!! Ler um livro?????? Acho que estamos a pedir demais.
Mas eu me diferencio dos outros!!!!
Eu percebo que sou míope, meio cega, sabe...!? Mas as pessoas, aliás, muitas pessoas não! Não percebem ou fingem que tudo está normal!
Devagar eu vou me consertando, uso diariamente meus óculos para não ficar mais míope, mas ainda sou fumante passiva, nesse mundo onde o fumacê ainda passa na minha rua.
E sem esquecer o aspecto econômico. Em outros países, livro é bem barato! Existem sebos, trocas. E no Brasil, a gente fala em sebo e o povo torce o nariz, torce a cara toda! Mas livro aqui ainda é artigo de luxo, artigo para poucos.
Vamos ler a matéria que copiei aqui no post:
"Quando um certo alguém disse que “existe um limite para tudo, menos para a estupidez humana”, acertou na mosca. Pode ter sido Einstein, Sartre, Schoppenhauer, Tiririca, sei lá. Certamente vou receber um email dizendo de quem é esta máxima, mas que a mosca levou um peteleco no meio da testa, ah levou.
Como não é possível deixar a estupidez humana de lado (teríamos que alugar um planeta inteiro só para isso), vamos esquecê-la por alguns instantes e nos concentrar na primeira parte da frase. “Existe um limite para tudo”.
Existe um limite para o seu esforço, um limite para seus amigos, amores, vitórias e derrotas basicamente porque existe um limite para sua quantidade de dias. Apesar disso não ser novidade, conheço poucas pessoas que aprenderam a dimensionar esta verdade no tira-colo do cotidiano.
Quer um exemplo cinematográfico da nossa falta de visão? No filme “Homem de Ferro”, o personagem Tony Stark se vê preso em uma caverna nas montanhas nos confins do Afeganistão (hum… “confins do Afeganistão” não é uma redundância?), coagido a construir um míssil para os rebeldes com a promessa de ser libertado em seguida.
- Haja o que houver – ele diz para si mesmo –, de qualquer forma, fazendo ou não o míssil, estarei morto em uma semana.
- Então – diz seu companheiro de cela –, esta é uma semana muito importante para você, não?
A tragédia e a beleza de tudo se esconde no limite.
Transformando a teoria em prática, suponhamos que você seja capaz de ler um livro a cada dois meses. Da alfabetização até estar com Alzheimer e não conseguir lembrar onde diabos colocou o livro (“hein, eu estava lendo um?”), vamos dizer que tenham se passado cerca de 80 anos. Isso daria um total de 480 obras. Sua capacidade de leitura ao longo da vida se restringirá a uma pilha de 480 títulos. Beeem menos do que o mercado editorial brasileiro lança em um ano.
Daí a importância do que você lê. Cada obra é importante, porque seu número de livros será limitado pelos seus dias. Em A Filosofia da Ciência, Rubem Alves comenta muito apropriadamente que o refinamento do pensamento depende da riqueza de vocabulário. Quem lê mais ganha mais palavras para ter mais ideias e raciocinar melhor. A inteligência é mais um produto de hábitos que uma benção divina.
Talvez nenhum outro livro tenha mudado tanto minha visão da medicina quanto “O Físico”, de Noah Gordon. O título original, “The Physician”, teria sido melhor traduzido para O Médico, mas tudo bem. Não é por causa de uma ervilha amassada que vou jogar todo o risoto fora.
Em “O Físico”, o vendedor ambulante Barber se desloca de uma cidade a outra comercializando seu Tônico Universal, uma bebida doce, com leve teor alcoólico, específico para o tratamento de todas as doenças – como o próprio nome sugere.
Em um de seus acessos de sinceridade, Barber comenta com seu aprendiz, o jovem Rob Cole:
- Quando eu morrer e estiver na fila na frente do portão, São Pedro vai perguntar, “Como você ganhou a vida?” “Eu era fazendeiro”, dirá um homem, ou, “Eu fazia sapatos de couro.” Mas eu responderei: “Fumum vendit”. Eu vendia fumaça.
O Físico se passa na Idade Média. É triste perceber que não mudamos muito desde então. O que chamamos de desenvolvimento ou progresso não passa de mais do de sempre. A despeito do maior acesso ao conhecimento, as pessoas ainda insistem em basear suas decisões em mitos, dogmas e desinformação. Ninguém quer pensar. Todo mundo está inebriado em um torpor de fumaça ignorante com cheiro de pão e circo.
Inserida neste cenário, a medicina está se tornando uma neblina que mais confunde que ilumina. Acompanhando o restante da sociedade, nós médicos vamos perdendo (ou já perdemos?) o rumo e, ao invés de acumular sabedoria para oferecer ao próximo bússolas para dias melhores, estamos nos tornando especialistas na arte de vender fumaça. Exames caros, procedimentos sofisticados, nenhuma empatia.
Também, de que adianta? Quantas vezes seu médico tentou lhe convencer de exercícios físicos, largar o cigarro, diminuir a bebida, combater o sobrepeso, manter a pressão e o diabetes sob controle, melhorar o sono, reduzir o estresse…? E quantas vezes você realmente ouviu, refletiu e mudou? Vendedores de fumaça existirão enquanto existirem compradores de fumaça.
A única saída que vejo para esse problema está na leitura. Assim como você planeja sua carreira, seu salário, seu guarda-roupa e o menu da semana, seria maravilhoso programar sua leitura para este mês e ano. Quais obras deseja ler? Uma rápida pesquisa na internet pode lhe fornecer um cardápio saboroso de idéias.
Você é o que come. Mas se tornará aquilo que lê. Se você consegue ler apenas um livro por ano, então, como diria Tony Stark, esse será um livro muito importante, não? Escolha-o com cuidado. Leia-o com atenção. Ou continue cego para o mundo à sua volta, sorvendo goles generosos de tônico universal, enquanto espera pelo próximo vendedor de fumaça.
Eu? Eu não fumo mais."
Fonte:
Por Dr. Alessandro Loiola . 17.03.11 - 21h06
Amo Muito Tudo Isso
AAA-DDOOOO-ROOOOO ESSAS TECNOLOGIAS!!!!
E ainda tem gente que não gosta!?!?!? Ah...! Faça-me o favor!
AMOOO!
E PONTO.
Acessibilidade
Isto é acessibilidade de verdade!!!
A revista de mesmo nome publicou essa notinha!
Merecia além de umas poucas linhas, uma breve explanação sobre o tema.
Eu preocupada com acessibilidade e a ciência brasileira bem perto dessa realidade.
Vamos torcer para que essa pesquisa avance rápido e seja financeiramente acessível a todos!
Veja a matéria:
Do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, surgem importantes descobertas. Uma nova técnica que combina terapia com células-tronco e exercícios físicos intensos conseguiu fazer com que ratos paraplégicos voltassem a andar, mesmo que mancando. A diferença fundamental, de acordo com os pesquisadores, foi substituir os exercícios passivos da fisioterapia por atividades que contribuíram para aumentar o condicionamento muscular. Na Turquia, cientistas já realizaram testes em humanos com a técnica brasileira e três dos quatros pacientes recuperaram parte dos movimentos das pernas. Aqui, o próximo passo é esse.
Fonte: Revista Isto É
Seu filho é hiperativo...?
Ou possui altas habilidades...? Talvez a diferença entre eles seja sutil. Somente uma equipe multidisciplinar qualificada pode, ao longo de alguns meses de observação, dar o diagnóstico correto e orientar a melhor forma de educar. A foto abaixo coloquei propositalmente porque superdotação é diferente de genialidade. Além disso, podemos perceber alguns indícios na criança, mas nada disso garante o diagnóstico de uma equipe profissional.
Veja esta matéria que saiu no site iG Último Segundo.
“Ninguém no mundo me entende”. A afirmação de Elivelton Pêgo de Macêdo, de 14 anos, poderia ser facilmente interpretada como uma crise normal da idade. Mas o estudante...
Um dia como Cadeirante ( e muletante)
Pois essa plaquinha aí define bem como é o mundo para os cadeirantes: PROIBIDO. (Aos meus olhos... pra ficar bem claro).
Vou contar uma historinha.... rs
Um belo dia ensolarado de 7 de setembro, fiz o favor de pisar numa pedrinha e fissurei o pé. Fui ao médico achando que não era nada... e que me desse um remedinho para dor, mas minha surpresa foi ele pedir que imobilizasse, sem pôr o pé no chão por um mês!
Meu maridinhu achou melhor alugarmos umas muletinhas!
(que ninguém saiba... mas pensei cá com meus botões: êba... vou experimentar andar de muletas...rs)
Ahhhh... se eu soubesse... Agora tenho um braço meio roxo e as mãos doendo. Dói a outra perna, os braços, as mãos.... menos o pé fissurado!
Além disso, ou carrego as muletas e mais nada, ou vou mancando (o que não devia) e carrego as coisas.
ATENÇÃO EMPRESÁRIOS DAS MULETAS!!!
Sugiro que façam umas muletas mais fashion, personalizáveis como nossos notebooks e com bolsas retráteis, portáteis ou coisa parecida.
Pois bem, voltando ao assunto... não me aguento estar em casa. E com a desculpa de que precisava ir ao mercado, fomos ao shopping!
Obaaa!!! Lá me emprestarão uma cadeira de rodas e não vou fazer esforço com as muletas, pensei.
Dito e feito! Mas como não era motorizada, tive que ir com meu marido barbeiro. Altas emoções e aventuras!
Cuidado! Olha o pé da moça! Não!!! Vira pra lá! Pra lá!.... Ai que vontade de levantar da cadeira e sair andando...rs Cuidado!! Olha a vitrine!!! Ai meu Deus!
Bom, aíííí.... esperamos um par de tempo pra tomar um cafezinho.... mas tinha que ser num lugar onde entrasse a cadeira... Como lá é bem concorrido, desistimos e fomos a outro café.
Mas me senti um alienígena na cadeira. Todos olham! Olha pra gente e para o problema da gente (no caso, meu pé). Será que as pessoas não têm discrição??? Mesmo que não estivesse olhando diretamente, eu percebia os olhares... em que será que pensavam...? Coitada....
Pois bem, depois entramos no mercado... Ou meu marido empurrava a cadeira ou empurrava o carrinho. Então resolvi eu mesma empurrar a cadeira pelo mercado e pegar o que pudesse porque era uma cadeira comum, não tinha cestinha.
E cada dia que passa as pessoas pra mim são uma decepção. A maioria finge que não te vê.
Parei num corredor do mercado e fiquei comtemplando uma caixa de mate que só tinha na última prateleira. Umas três pessoas passaram longe... duas olharam pra mim e viraram para o outro lado disfarçadamente. Acho que tinham medo de mim... rs
Ai refleti sobre o que passa um cadeirante e pensei: tenho a outra perna boa. Levantei, pulei num pé só e peguei o que queria. Observando que uma das pessoas que "fugiu" de mim, ficou olhando com cara de espanto quando me levantei.
Hahaha será que pensou que eu estava fingindo alguma deficiência...? Cada doido que a gente encontra...
Algumas mercadorias peguei e coloquei no carrinho que levava meu esposo. Peguei o que não escorregava do colo.
Pra não dizer que não falei de flores.... rs Quando cheguei no setor de frutas e legumes, encontrei uma senhora que também me olhava como um E.T., mas muito disponível para ajudar. Isso por momentos me deixa feliz, saber que no mundo ainda tem gente assim!
Mas pelo caminho a gente vê pessoas que não têm respeito e fingem que você não está ali. Crianças são curiosas por natureza, adolescentes muito sem noção, estão desculpados... mas um adulto? Até pessoas de idade? Como podem não respeitar o outro? E com que moral exigem respeito dos mais novos? Pessoas comuns e "normais" utilizando o elevador e se abre a porta, correm como se fosse a última viagem, como se o deficiente não tivesse prioridade, assim como o idoso, gestante e mães com crianças de colo.
Nossa!!! Será que nunca ouviram sobre a Lei da Acessibilidade?? Educação?? Bom senso???
Tá.... chega de reclamar né... melhor fazer como nosso amigo Lesado e Meio que mostra com graça esse outro mundo, de pessoas que possuem alguma deficiência. Clique aqui para ver seu blog. E clique aqui para ver outro blog, de uma moçoila que conta seu dia-a-dia de adaptação. Se chama Muletas Cor de Rosa. Muito legal!!!
Assinar:
Postagens (Atom)




%5B1%5D.jpg)
