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Natal, RN, Brazil
Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!

TÁ EM DÚVIDA??? CONSULTE AQUI QUE É BOM PRA BURRO!

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Onde está o botão Start???

Indústria do Sexo - Parte II (editado)






(Já tinha iniciado um post que dei o mesmo nome Parte I, mas nunca tive a coragem de escrever.... hoje tenho aqui uma partezinha do que sinto. O todo, vou reunir coragem para postar no próximo....)

Tem coisas que a gente pensa que só existem em certos lugares né... Eu é que sou ingênua demais (ou burra mesmo). Recentemente voltei a estudar uma coisa que nunca aprendi: História. E desse estudo faz parte a História Antiga. Eu já tinha escutado falar mas não sabia que em outras épocas não existia orientação sexual, fazia parte da normalidade homem com mulher, mulher com mulher , homem com homem e entre vários. Orgias! Em homenagem ao Deus Baco, e não tem nada de mitológico não, era o cotidiano sim, até aparecer a Igreja.
Bom, mas daí até os dias de hoje, muita coisa não mudou.
Descobri que o bacanal continua e a traição também. Tentaram mudar com a formação da família sagrada.... de monogamia.... mas em vão. O mundo não mudou nadinha.

Aí a gente pensa que mora num lugar tranquilo, que certos problemas não chegaram como nas capitais do sudeste, mas que nada! Aqui tem tudo! Violência, drogas e muita, muita, muita "sacanagem". Desde as praias cheias de turistas até o nosso vizinho.
Outro dia fui a uma festa. Aparentemente, pensei que era familiar porque lá estavam algumas crianças, alguns tios, tias, alguns parentes mais velhos da anfitriã. Eu já tinha ido há 1 ano na festinha, mas nada demais aconteceu, pelo menos nada tão gritante. Então fui novamente esse ano, meio sem querer ir por outros bons motivos, mas fui para acompanhar o marido.
Eu sei que já tenho problemas, mas a primeira vontade que tive ao chegar foi de sair. E conforme entrava na casa, a vontade de correr, chorar e ir embora só aumentavam. Mas engoli o choro, disfarcei e como se nada acontecesse, entramos. A anfitriã estava com uma roupinha dessas da moda conforme a foto de Ana abaixo:

  
Não parece nada demais né... mas a dela tinha um elástico na altura dos culotes e era o suficiente para cobrir a bunda, mas conforme andava, aparecia a polpa e se dançava... nem preciso dizer o que se via.. Mas eu nada tenho com isso, ela é solteira, já com uma certa idade e está à caça. Uma das meninas, brincando com ela, abaixou seu vestido e ela não gostou! Levantou de novo até a bunda, o suficiente para cobrir a bunda, prontinho para subir. 
Eu sei que tudo isso é muito irônico, afinal a gente vai à praia com trajes bem menores e tudo é permitido.
Mas continuando, para minha surpresa, ela não era a única semipelada, mas ainda assim estava comportada, só dançando e muito feliz. Mas suas amigas.... eu nem vou entrar em detalhes....
Antigamente a "sacanagem" se dava por debaixo dos panos, em locais mais reservados, hoje as mulheres esfregam as partes nas partes dos homens com a desculpa de que estão só dançando.... ou que tomaram uma cervejinha a mais... então tá... mas foi bem constrangedor estar lá, tentando me divertir e ver essa cena. E minha vontade de chorar e sair correndo foi por causa da roupa que escolhi:
Toda mulher tem sua vaidade, não importa o modo. Eu também tenho, do meu jeito. Não ando em salões fazendo unhas nem cabelos, mas tenho. E foi justamente por estar fora desses padrões que me senti um lixo. Meu ego deu um grito nesse momento, e eu fui lá no fundo do poço.
Optei por um vestidinho nos moldes antigos, tanto de tecido, como na modelagem, com  manguinha, gola.... calma! Não era uma batina.
Parecido com este só que mais curto e mais elegante para festa, numa estampa floral. Sei que a moda voltou e mesmo que não estivesse em alta, eu gosto. E mulher... te olha de cima a baixo, isso me incomodou. Me senti vestida demais naquele dia. Se estivesse de calça jeans e uma blusinha, estaria mais à vontade.

E continuando o assunto do post, já não gosto de ir sozinha a Ponta Negra.  Outro dia fui almoçar e um homem veio puxar assunto, como se eu estivesse ali esperando por isso! Hoje não existe diferença entre uma pessoa qualquer e uma moça de programa, e que muitas vezes estão ali e nem vão cobrar nada! Querem dar mesmo! 
Ouvi dizer que na Holanda sexo em público é permitido! Assim como a maconha... talvez eles não tenham tantos problemas como temos no Brasil... talvez o caminho da liberação seja a melhor opção para o mundo e eu, digo e repito: eu que sou a torta, eu que estou errada e não consigo me encaixar nessa realidade.

A gente abre os emails e como propaganda, ao lado, aparece: tenha um encontro hoje! Encontre sua alma gêmea! Normal....!  E tem sempre alguém que se cadastra lá para encontrar alguém perfeito, aliás tem um site com esse nome.... par perfeito! Com certeza será perfeito 1 semana, 1 mês, 1 ano.... mas mora junto pra ver até onde vai a beleza, a gentileza, a paixão toda ....! As rotinas e as coisas que "temos que fazer", além do tempo que nos ocupa, mata, cada dia um pouquinho, a relação de qualquer um., entre outras coisas... 
E fora os sites de sexo mesmo. Além dos que vão direto ao ponto, da mesma forma ao lado aparecem as propagandas: aumente seu pênis, casadas insatisfeitas, casal procura.... E essa rede que temos de computadores, Internet.... identifica de onde acessamos e indica: encontre mulher para sexo rápido no seu bairro. hahaha Tudo para facilitar a vida sexual de quem não quer ter o trabalho de um sexo bem feito, nem amor, só uns momentinhos de alegria.

Da mesma forma que tem homens que pensam que mulher é pra isso mesmo e que todas são iguais, sentem igual, e gostam das mesmas coisas, tem mulheres que não tem valor e, como têm várias "aventuras" sabem bem como se satisfazer, o homem é o que menos importa pra elas. Aí, com esperteza, ganham dinheiro com isso. E também tem os casais, que publicam como em classificados: casal de Maceió (ou qulaquer lugar) procura para sexo rápido e discreto, sem preconceitos. Outros oferecem a mulher. Tudo nesse mundo pode, é permitido.
Entendi que tudo pode, tudo é permitido, eu é que não sabia do esquema. É fato que a verdade dói.
Por isso que eu prefiro brincar com as crianças.... pena que elas crescem....
 
Como disse no início do post, eu não tenho nada com os outros, com o que fazem... Mas acho que ele só deveriam fazer com quem está de acordo, quem também quer participar da indústria de fundo do quintal. E que sejam respeitosos com quem não quer. 
E para não ser mal interpretada... tenho que explicar que não me acho a melhor, nem a santa, a boa. O problema não é o mundo. Sou eu que não estou adaptada, sou anti-social, sou torta mesmo. Muito e muito ao contrário, eu penso que algumas atitudes e sentimentos são importantes, aprendi assim, e por isso tento seguir, tento ser o que 'pensei' ser melhor. Mas pelas coisas que vejo e vivencio, tô vendo que não têm nada de melhor. Que o bom sempre perde, o honesto sempre é enganado e o trouxa sempre é usado. Não me adaptei ao mundo, a vida, às pessoas. Não consigo me sentir prte de nada. Não construí nada de bom na minha vida, nada útil, e olhando pra frente, pro futuro.... não vejo muito mais, não consigo muita coisa e o pouco que se tem é sempre difícil. Às vezes tenho um relâmpago de esperança e toco a vida. Às vezes fico assim... 
Seria bom qualquer dia eu dormir e não acordar mais.........









Enchentes... Deslizamentos.... Tudo sempre igual.

Esta é em SP, veja a altura da água!

Mais uma calamidade pública? Um caos sócio-político? Um bom motivo, um argumento para eleições? Um acidente...? Ou algo possível de evitar? 
Bom... agora não adianta chorar o leite derramado, a coisa já está feita e o resultado tá aí e Inês é morta, aliás muitas Inês estão mortas, até o momento e só no Rio temos cerca de 650 mortes confirmadas, sem contar os desaparecidos e, se existem sobreviventes. 
Fora os de Franco da Rocha, Atibaia.... e ainda não podemos esquecer que essas localidades são as que a mídia divulga como piores, mas temos várias outras regiões com o mesmo problema, só que numa proporção menor.
Agora os mercados, que também foram invadidos pela enchente e lama, vendem o que se aproveita a preços exorbitantes! E produtos de necessidade básica!

Os corpos chegam em caminhões e ficam assim para reconhecimento dos parente pois os necrotérios estão lotados.
Pois é... mas como eu dizia no título do post, tudo sempre igual, as coisas acontecem mas não como castigo ou revolta da natureza,  como dizem muitos religiosos, e sim como consequências! (dos nossos próprios atos, atos de e vidas, de gerações a gerações que nunca mudam).
E por que acontecem? Para se aprender alguma coisa! Não para "cumprir os desígnios de Deus", ou se queimar o carma... ai quanta bobagem o povo fala pra superar a dor, para consolo próprio e ainda dizem em nome da religião.
Essa tragédia traz uma oportunidade, mais uma, de mudança! Mesmo que aparentemente trágica, é uma oportunidade.
Oras! Tem gente que perdeu tudo!  Só ficou a vida... até a esperança foi embora! Aí essa gente olha pro lado e vê que tem muita gente ajudando, voluntários que vão até lá sem a menor intenção de ter nada em troca. Um sentimento simples de solidariedade, boa vontade e disponibilidade. 
Mas também olham para outro lado e vêem pessoas e países e mídias querendo apenas o lucro, benefícios próprios.
Empresas de telecomunicações que vão aos locais fazer a melhor reportagem, o melhor ângulo para a foto da dor, mas que não têm a coragem de levar suprimentos para essa população.
Países que se propõem ajudar o Brasil, mas cheios de segundas intenções para futuros acordos políticos e econômicos.
Donos de mercados e mercadinhos vendendo aos olhos da cara produtos como água e gás a preços absurdos! Por que não fazem uma troca: eu te dou galão de água e você o que pode fazer para ajudar ou ou trazer para oferecer? Mas não... só querem dinheiro e para si.
Poxa! Esse era o momento certo de fazer diferente! Se estão pensando em reconstruir as cidades, essa seria a hora de reconstruir num sistema diferente, onde a ganância, filha do capitalismo não teria espaço, onde todos trabalhariam por todos, para reerguer um lugar para todos e não só para um! Onde o meu é melhor que o seu.
Daria até gosto, até vontade de ir lá para ajudar nessa reconstrução, nesse novo lugar, se a mentalidade do povo fosse diferente.... Se pensassem em NÓS e não em MIM.
Mas infelizmente, as pessoas não pensam nisso né... só querem saber de refazer cada um as suas vidas. 
Mas não posso criticar muito porque essas pessoas sempre estiveram tão afundadas no próprio umbigo e agora na própria dor, que não conseguem olhar para o lado, nem pensar, nem agir diferente.
Tudo o que aconteceu (muito lamentável) continuará acontecendo... e isso sim é lamentável. Se não for nessa localidade será em outra e em mais outra.... até quando?
Até que aprendamos a lição.
Obs.: e eu continuo me sentindo só no mundo... ninguém ou poucos compartilham com o que eu penso... acho ainda estou na adolescência: o que faço aqui? por que nasci?  sirvo pra quê? nasci no mundo errado... por que sou assim? etc.. etc.. etc... e cada dia mais sem respostas... só perguntas... os que já passaram da adolescência não pensam mais nessas coisas, vivem num mundo adulto, será que chego lá?




Em Que mundo Vivemos? Rui Barbosa traduz meu sentimento...


De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto. 

(Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

Sobre o post Xenofobia da Elite e Racismo


Primeiro temos que dar uma olhadinha na legislação. 
Essa está comentada que busquei no site DireitoNet. Para ler na íntegra clique no site.

Quando da promulgação de Nossa Constituição Federal em 1988, seu art. 5º, inciso XLII, determinava que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”, sendo referido inciso um mandado expresso de criminalização, o qual teve sua eficácia com a promulgação da Lei nº 7.716/89.
Curiosamente a Lei nº 7.716/89 determina em seu título a punição de crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, categorias estas que foram ampliadas no ano de 1.997, quando o legislador então acrescentou ao art. 1º da referida lei os termos etnia, religião e procedência nacional, passando referido art. a vigorar da seguinte forma:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97).
A lei 9.459 de 15 maio de 1.997 além de criar novas categorias para a “lei de racismo”, também acresceu ao artigo 140 do Código Penal, o parágrafo terceiro, criando com isso a figura da injúria qualificada, in verbis:
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
(...)
§ 3º - Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
Pena - reclusão de um a três anos e multa.
O parágrafo terceiro do art. 140 do Código Penal ainda sofreu nova alteração no ano de 2.003, com a Lei nº 10.741, quando então foram incluídas duas novas categorias, pessoa idosa ou portadora de deficiência, passando a vigorar da seguinte forma:
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência...
Isso só vem acrescentar e confirmar o que eu já disse em outros posts sobre as pessoas, sobre minha desilusão com o mundo. Fazendo uma pequena observação: não sou dona perfeitinha, mas tento ser sim! E assumo isso. Tento ser correta, sincera e só vejo um mal nisso: não me encaixo nesse mundo. ( ou não aprendi a lidar com ele e com a maioria das pessoas que destoam do MEU mundo...)
Digo e repito: 
AS PESSOAS FINGEM, fingem o tempo todo, mentem inclusive para elas próprias! Fingem que são educadas e quando você vira as costam comentam.  Por que ao invés de falar de você não falam para você? Ajudaria a ser alguém melhor...
FALSAS!
Te dizem bom dia por uma mera formalidade, mecanicamente, isso não quer dizer que querem que seu dia seja realmente bom... nem te olham nos olhos!
FRIAS!
Em público te apoiam, dizem que você está certo, que é preciso reivindicar! Mas quando é necessário pôr as mãos na massa e agir, enfiam o rabo entre as pernas  (provavelmente um rabo sujo, porque quem não deve não teme!) e saem pela tangente! 
COVARDES! 
Pelo amor de Deus! Quão POLITICAMENTE CORRETAS se dizem essas criaturas, se batem no peito e afirmam o que não praticam?! Está escrito na testa!
HIPÓCRITAS!
Entram em seus carros de luxo são verdadeiros transformistas! Aquela aparência elegante e bons modos ao falar vão por terra depois de picotar o trânsito e daquela fechada que te dão na primeira esquina, sem sequer um gesto de desculpas.
IGNORÂNCIA
Pois é... ignorância resume tudo. Todos nós estamos sujeitos à momentos de ignorância. De desconhecimento do caso, da situação, dos sentimentos e das consequências. Não consigo acreditar que as pessoas tenham tais atitudes conscientes. Mas como disse, estamos sujeitos à MOMENTOS. Quero dizer que temos a capacidade de perceber o erro e modificar atitudes e padrões de pensamentos.

A Internet é como uma festa à fantasia, as pessoas entram, se disfarçam (ou não) mas dão a cara à tapa. São o que são e ali se entregam. Às vezes até se descobrem.

E o que aconteceu não foi coisa do mundo virtual! É real! 
É assim que muitos são e pensam e agem e excluem (ou talvez se excluam). Na verdade, só veio à tona um problema histórico! É impressionante como se avança tecnologicamente, economicamente e ao mesmo se percebe uma pausa moral no tempo, na história de várias gerações. Não dá pra dizer retrocesso porque acredito que o ser humano nunca regride. Apenas estagnou. Parou aí! Não QUIS crescer e avançar no que chamam de Inteligência Emocional, Evolução Espiritual ou, para ser mais simples, mantém-se como um ser anti-ético. Cultivado a cada geração, passado de pai para filho, para netos e bisnetos de forma muito sutil, entranhado nos mais simples gestos. Porque a gente não é o que diz, a gente é o que faz, de que modo agimos. Para quem não sabe, esse é o processo inicial e base do aprendizado infantil, como já dizia Vigotsky sobre a zona de desenvolvimento proximal, e todas as teorias existentes sobre valor cognitivo-afetivo nos processos de ensino-aprendizagem. Acho que é por isso que até agora não tive filhos... porque sei que vou tentar educá-los não só com palavras, mas principalmente com atitudes. Porque eles irão crescer e perceber que tiveram uma educação coerente entre o que era dito e o que era praticado. Tentando criar neles discernimento e entendimento de que toda ação tem suas consequências e quais são elas. Talvez o universo não conspire ao meu favor.  Talvez esteja aí a explicação de não ter filhos apesar das tentativas. Talvez o mundo não precise de pessoas assim...

 

Vídeo Xenofobia da Elite e Racismo

E quem disse que isso é coisa da Internet?

Isso é vida real!!!

Um nada...

Que vida mais inútil a minha. Mais sem propósito, sem objetivos. Tudo passageiro, por mais que tente que seja duradouro, que eu queira só pra mim, que eu pense que do meu jeito é melhor, por mais que eu tente ser e fazer melhor.... pra quê?
Em vão... tem pessoas que nem deveriam ter nascido... não fazem diferença... nem pro mundo nem para elas mesmas....
E dói chegar a conclusão de que vc não tem valor e que as pessoas são indiferentes... que estou só (como sempre estive) no mundo.

Mulher-Bolha

Já ouviu alguém falar assim: "Seu bolha! Você é um bolha!" Na verdade significa alguém meio tapado... sei lá...! Quer xingar... chama de bolha!
Pois hoje.... ahhh como me sinto essa bolha!!! Pronto! A Mulher-Bolha! Essa ainda não tem né...?!
E como queria ser uma... aliás... me pareço bastante com uma bolha:

Ao sabor do vento... muito transparente... o que separa o exterior do interior é muito delicado... um certo vazio por dentro (ou serão gases?!)... E que logo se desintegra, sem deixar rastros...

É bem assim, sim! Só me falta desintegrar no ar! Sumir! Desaparecer! Se dependesse da minha vontade... Eu seria uma linda bolha de sabão!

Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto!



Não gosto que me digam: "não tem jeito". É aí que vou atrás do jeito!
Muitas vezes me pego dizendo: "De que adianta eu mudar, se o outro não não muda? Mais eu sofro!"
Mas acho que mudar acaba sendo a melhor opção. Só que tem um detalhe, ninguém toma consciência junto, cada um tem seu ritmo, seu processo, seu próprio tempo. Cada um tem que caminhar com as próprias pernas, caso contrário não aprende.

O primeiro passo é ter consciência, se existe um problema. Como consequência, virá um incômodo, uma vontade de trasformar esse problema.
Às vezes não sabemos como, ou por onde começar... por isso entendi que é preciso começar por nós mesmos. Em mudar começando de dentro.

É como uma relação entre você e o homeopata:
Tenho um problema e vou ao médico buscar uma solução.
Médico este que escolhi previamente e acolhi pra cuidar de minha integridade física e emocional.
Ele me indica um remédio que pode demoooooraaaar pra fazer efeito ou nem faz.
Desanimo e desisto do remédio? Não.
Aí é que entra minha persistência. Continuo tomando conforme ele receitou.
Mas essa primeira tentativa não deu certo... e volto na consulta contando o ocorrido e ele muda a potência do meu homeopático.
Dessa vez preciso de paciência e esperança para ver alguma melhora.
E por fim, entendo que o médico também é humano como eu, que tem defeitos e qualidades e que é passível de erro. O que fazer?
Continuo doente? Procuro outro médico que atenda minhas necessidades?
Bom, como acho que, nesse caso, existe uma relação (às vezes passageira mas sempre profunda) e somos dois em busca de melhorar uma situação, eu insisto.
Nesse estágio preciso de confiança. Acho até que de coragem pra seguir tratamento.
Quando já se esgotarem as possibilidades e recursos de ambos, eu me verei obrigada a seguir outro caminho.
Talvez dê a "sorte" de encontrar um outro profissional que me ajude nessa parceria, talvez siga sozinha por muito tempo...
Mas de fato, uma coisa é verdade: nada será como antes.
Enquanto buscava tratamento tinha mais vitalidade e saúde que hoje, talvez não disponha mais. E por consequência, tive que deixar alguns sonhos de lado, alguns planos para outro dia, quem sabe...!
Mas terei paz na consciência de que fiz o que podia, no meu ritmo, no meu tempo..... e daí, retirar uma lição. O que aprendi com tudo isso?

Nem sempre...


Nem sempre as pessoas dizem o que pensam.
Nem sempre as pessoas dizem o que querem dizer.
Nem sempre as pessoas usam as palavras certas.
Nem sempre as palavras correspondem à verdade.
Nem sempre as pessoas ouvem o que o outro disse.
Nem sempre as pessoas entendem o que foi dito.
Nem sempre as pessoas sabem o que o outro quis dizer.
Nem sempre as palavras são aquilo que se queria que fosse.
Nem sempre há palavras.
Haverá sempre pessoas sem saber o que dizer.
Haverá sempre pessoas que não entendem o que foi dito.

Texto: Carla Cristina de Carvalho

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NÁUFRAGO

E temo, e temo tudo, e nem sei o que temo.
Perde-se o meu olhar pelas trevas sem fim.
Medonha é a escuridão do céu, de extremo a extremo...
De que noite sem luar, mísero e triste, vim?

Amedronta-me a terra, e se a contemplo, tremo.
Que mistério fatal corveja sobre mim?
E ao sentir-me no horror do caos, como um blasfemo,
Não sei por que padeço, e choro, e anseio assim.

A saudade tirita aos meus pés: vai deixando
Atrás de si a mágoa e o sonho... E eu, miserando,
Caminho para a morte alucinado e só.

O naufrágio, meu Deus! Sou um navio sem mastros.
Como custa a minha alma a transformar-se em astros,
Como este corpo custa a desfazer-se em pó!
Autor: Afonso Henriques da Costa Guimarães (Alphonsus de Guimaraens)

Bem à calhar essa foto para chorar minhas pitangas! Se eu soubesse usar o Photoshop, eu colocaria essa pessoa enterrada com a cabeça num buraco, pra demonstrar meu sentimento.
Quem sou? O que estou fazendo aqui? Mas... aqui onde? Onde estamos? Para quê? Para onde seguir? E por quê?
Acho que estou regredindo... voltando à adolescência cheia de dúvidas e crises existenciais, ou ficando louca mesmo e ninguém pra me dizer!!!
Será que sigo como navio sem mastros, ao sabor das ondas (como até agora). Ou sigo contra a correnteza? 
Mas aí me pergunto... contra a correnteza... mas pra onde? Em que sentido? Com qual sentido?
Não vejo motivos..., nem sentidos.
Tenho medo sim, tenho vergonha sim, me falta alguma coisa... um não sei o quê.
........
Um vazio
.......
Que vida a gente vive! Que vida gente tem!
No final de tudo, é sempre igual, tudo a mesmo coisa.
Acordo, tenho que fazer a higiene, tenho que comer, tenho sair, tenho que trabalhar, tenho que jantar, tenho que lavar, tenho que me socializar, tenho que me distrair, tenho que dormir... e acordo.... e de novo tudo (quase) igual. Tenho que, tenho que, tenho que, tenho que, tenho que, tenho que, tenho que, tenho que, tenho que..... Mas por que tenho que...? Por que a vida é assim? Do jeito que tem que ser?
Às vezes, como criança, vivo como quem não sabe o que se passa, o que se espera. Onde tudo é alegria, tudo é riso, tudo é motivo, tudo é intenso, intensamente vivido.
Às vezes, como velha, vivo como quem já sabe o que espera. Onde nada tem tanta alegria, onde não existe motivo, quando a vida, na verdade, parece mais uma aproximação da morte (que nunca chega).
Que chato... Onde que estou errando?
Será que é igual com todo mundo e só eu que lamento?
Por que na hora que a gente precisa, nunca aparece uma alma boa que diga: Oooolha.... por que você não segue esse caminho que é melhor?
Eu sei que todo mundo tem problemas, mas por que parece que ninguém tem? Quanta gente fingida no mundo...
Sabe... tô cansada....


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