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Natal, RN, Brazil
Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!

TÁ EM DÚVIDA??? CONSULTE AQUI QUE É BOM PRA BURRO!

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“Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais”



Allen Frances (Nova York, 1942) dirigiu durante anos o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Esse manual, considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisado periodicamente para ser adaptado aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipe que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos. Em seu livro Saving Normal (inédito no Brasil), ele faz uma autocrítica e questiona o fato de a principal referência acadêmica da psiquiatria contribuir para a crescente medicalização da vida.
Pergunta. No livro, o senhor faz um mea culpa, mas é ainda mais duro com o trabalho de seus colegas do DSM V. Por quê?
Resposta. Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação.


P. Seremos todos considerados doentes mentais?
R. Algo assim. Há seis anos, encontrei amigos e colegas que tinham participado da última revisão e os vi tão entusiasmados que não pude senão recorrer à ironia: vocês ampliaram tanto a lista de patologias, eu disse a eles, que eu mesmo me reconheço em muitos desses transtornos. Com frequência me esqueço das coisas, de modo que certamente tenho uma demência em estágio preliminar; de vez em quando como muito, então provavelmente tenho a síndrome do comedor compulsivo; e, como quando minha mulher morreu a tristeza durou mais de uma semana e ainda me dói, devo ter caído em uma depressão. É absurdo. Criamos um sistema de diagnóstico que transforma problemas cotidianos e normais da vida em transtornos mentais.


P. Com a colaboração da indústria farmacêutica... 
R. É óbvio. Graças àqueles que lhes permitiram fazer publicidade de seus produtos, os laboratórios estão enganando o público, fazendo acreditar que os problemas se resolvem com comprimidos. Mas não é assim. Os fármacos são necessários e muito úteis em transtornos mentais severos e persistentes, que provocam uma grande incapacidade. Mas não ajudam nos problemas cotidianos, pelo contrário: o excesso de medicação causa mais danos que benefícios. Não existe tratamento mágico contra o mal-estar.


P. O que propõe para frear essa tendência?
R. Controlar melhor a indústria e educar de novo os médicos e a sociedade, que aceita de forma muito acrítica as facilidades oferecidas para se medicar, o que está provocando além do mais a aparição de um perigosíssimo mercado clandestino de fármacos psiquiátricos. Em meu país, 30% dos estudantes universitários e 10% dos do ensino médio compram fármacos no mercado ilegal. Há um tipo de narcótico que cria muita dependência e pode dar lugar a casos de overdose e morte. Atualmente, já há mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas.


P. Em 2009, um estudo realizado na Holanda concluiu que 34% das crianças entre 5 e 15 anos eram tratadas por hiperatividade e déficit de atenção. É crível que uma em cada três crianças seja hiperativa?
R. Claro que não. A incidência real está em torno de 2% a 3% da população infantil e, entretanto, 11% das crianças nos EUA estão diagnosticadas como tal e, no caso dos adolescentes homens, 20%, sendo que metade é tratada com fármacos. Outro dado surpreendente: entre as crianças em tratamento, mais de 10.000 têm menos de três anos! Isso é algo selvagem, desumano. Os melhores especialistas, aqueles que honestamente ajudaram a definir a patologia, estão horrorizados. Perdeu-se o controle.


P. E há tanta síndrome de Asperger como indicam as estatísticas sobre tratamentos psiquiátricos?
R. Esse foi um dos dois novos transtornos que incorporamos no DSM IV, e em pouco tempo o diagnóstico de autismo se triplicou. O mesmo ocorreu com a hiperatividade. Calculamos que, com os novos critérios, os diagnósticos aumentariam em 15%, mas houve uma mudança brusca a partir de 1997, quando os laboratórios lançaram no mercado fármacos novos e muito caros, e além disso puderam fazer publicidade. O diagnóstico se multiplicou por 40.


P. A influência dos laboratórios é evidente, mas um psiquiatra dificilmente prescreverá psicoestimulantes a uma criança sem pais angustiados que corram para o seu consultório, porque a professora disse que a criança não progride adequadamente, e eles temem que ela perca oportunidades de competir na vida. Até que ponto esses fatores culturais influenciam? 
R. Sobre isto tenho três coisas a dizer. Primeiro, não há evidência em longo prazo de que a medicação contribua para melhorar os resultados escolares. Em curto prazo, pode acalmar a criança, inclusive ajudá-la a se concentrar melhor em suas tarefas. Mas em longo prazo esses benefícios não foram demonstrados. Segundo: estamos fazendo um experimento em grande escala com essas crianças, porque não sabemos que efeitos adversos esses fármacos podem ter com o passar do tempo. Assim como não nos ocorre receitar testosterona a uma criança para que renda mais no futebol, tampouco faz sentido tentar melhorar o rendimento escolar com fármacos. Terceiro: temos de aceitar que há diferenças entre as crianças e que nem todas cabem em um molde de normalidade que tornamos cada vez mais estreito. É muito importante que os pais protejam seus filhos, mas do excesso de medicação.


P. Na medicalização da vida, não influi também a cultura hedonista que busca o bem-estar a qualquer preço?
R. Os seres humanos são criaturas muito maleáveis. Sobrevivemos há milhões de anos graças a essa capacidade de confrontar a adversidade e nos sobrepor a ela. Agora mesmo, no Iraque ou na Síria, a vida pode ser um inferno. E entretanto as pessoas lutam para sobreviver. Se vivermos imersos em uma cultura que lança mão dos comprimidos diante de qualquer problema, vai se reduzir a nossa capacidade de confrontar o estresse e também a segurança em nós mesmos. Se esse comportamento se generalizar, a sociedade inteira se debilitará frente à adversidade. Além disso, quando tratamos um processo banal como se fosse uma enfermidade, diminuímos a dignidade de quem verdadeiramente a sofre.


P. E ser rotulado como alguém que sofre um transtorno mental não tem consequências também?
R. Muitas, e de fato a cada semana recebo emails de pais cujos filhos foram diagnosticados com um transtorno mental e estão desesperados por causa do preconceito que esse rótulo acarreta. É muito fácil fazer um diagnóstico errôneo, mas muito difícil reverter os danos que isso causa. Tanto no social como pelos efeitos adversos que o tratamento pode ter. Felizmente, está crescendo uma corrente crítica em relação a essas práticas. O próximo passo é conscientizar as pessoas de que remédio demais faz mal para a saúde.


P. Não vai ser fácil…
R. Certo, mas a mudança cultural é possível. Temos um exemplo magnífico: há 25 anos, nos EUA, 65% da população fumava. Agora, são menos de 20%. É um dos maiores avanços em saúde da história recente, e foi conseguido por uma mudança cultural. As fábricas de cigarro gastavam enormes somas de dinheiro para desinformar. O mesmo que ocorre agora com certos medicamentos psiquiátricos. Custou muito deslanchar as evidências científicas sobre o tabaco, mas, quando se conseguiu, a mudança foi muito rápida.


P. Nos últimos anos as autoridades sanitárias tomaram medidas para reduzir a pressão dos laboratórios sobre os médicos. Mas agora se deram conta de que podem influenciar o médico gerando demandas nos pacientes.
R. Há estudos que demonstram que, quando um paciente pede um medicamento, há 20 vezes mais possibilidades de ele ser prescrito do que se a decisão coubesse apenas ao médico. Na Austrália, alguns laboratórios exigiam pessoas de muito boa aparência para o cargo de visitador médico, porque haviam comprovado que gente bonita entrava com mais facilidade nos consultórios. A esse ponto chegamos. Agora temos de trabalhar para obter uma mudança de atitude nas pessoas.


P. Em que sentido?
R. Que em vez de ir ao médico em busca da pílula mágica para algo tenhamos uma atitude mais precavida. Que o normal seja que o paciente interrogue o médico cada vez que este receita algo. Perguntar por que prescreve, que benefícios traz, que efeitos adversos causará, se há outras alternativas. Se o paciente mostrar uma atitude resistente, é mais provável que os fármacos receitados a ele sejam justificados.


P. E também será preciso mudar hábitos.
R. Sim, e deixe-me lhe dizer um problema que observei. É preciso mudar os hábitos de sono! Vocês sofrem com uma grave falta de sono, e isso provoca ansiedade e irritabilidade. Jantar às 22h e ir dormir à meia-noite ou à 1h fazia sentido quando vocês faziam a sesta. O cérebro elimina toxinas à noite. Quem dorme pouco tem problemas, tanto físicos como psíquicos.

Fonte: El País

Método menos invasivo para diagnóstico da Endometriose no Brasil


Vale a pena entrar no link do artigo do Jornal Nacional que está lá no final do texto, pois tem um vídeo do próprio médico relatando como é feito o exame e porque poucos estão habilitados para esse diagnóstico.


Médicos brasileiros desenvolveram uma nova técnica que se tornou referência mundial para o diagnóstico da endometriose, uma das principais causas de infertilidade. Só no Brasil, seis milhões de mulheres têm a doença.
Foram várias idas a consultórios até Luciana descobrir que tinha endometriose. “Uns dez médicos que eu procurei, quando fui na 11ª ela descobriu a endometriose”, conta a psicóloga Luciana Diamante.
A endometriose é uma doença hormonal que ocorre quando o endométrio, o tecido que reveste a cavidade do útero, não se dissolve totalmente na menstruação. Partes dele se grudam no próprio útero, ovários e até no intestino. A endometriose causa muitas cólicas e, se não tratada, pode levar à infertilidade.
Um método desenvolvido aqui mesmo no Brasil vem ajudando os médicos a diagnosticar a endometriose de forma mais rápida e simples. Basta um aparelho de ultrassom e um profissional treinado para enxergar sinais da doença.
A paciente toma um laxante meia horas antes do exame para esvaziar o intestino. O método é bem diferente do que os médicos de todo o mundo costumam adotar: a videolaparoscopia, cirurgia em que microcâmeras são inseridas no abdômen na tentativa de diagnosticar a doença.

“Você não precisa fazer uma cirurgia para olhar como está a barriga da paciente. Nós fazemos o exame e dizemos para o cirurgião como ela está. Nós levamos aproximadamente dez anos para aprender a ter todo o know how sobre a doença, porque ela é muito complexa”, explica o médico radiologista Manoel Orlando da Costa Gonçalves.
O assunto atraiu médicos de todas as partes do mundo ao Congresso Mundial de Endometriose, em São Paulo. Mas ainda falta um bom caminho para o Brasil. A sociedade médica tenta convencer o SUS a adotar o exame, que hoje já é feito de graça em alguns hospitais universitários.
“A expectativa é que chegue o mais rápido possível. Nós temos tentado estimular o governo brasileiro a treinar mais e mais pessoas para essa técnica”, declara Mauricio Abrão, responsável pelo setor de endometriose do HC.
O Ministério da Saúde informou que ainda não há prazo para que este exame seja oferecido na rede pública.

Motivação

Copiado integralmente do blog  A vida simples assim, pq eu adorei, mas segue abaixo o texto completo:

A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ — Qual o resultado disso?
Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTOÉ — Há um script estabelecido?
Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.
ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .

Segue link para matéria: Revista Isto É

Socorro! Dor, tontura e alterações do humor

A depressão causa a dor ou a dor leva à depressão?


Como se não bastassem as crises de dor de cabeça, pessoas com cefaleias, principalmente a enxaqueca, apresentam um risco maior de desenvolver outras doenças. Chamamos essa associação de duas doenças que ocorrem no mesmo indivíduo de comorbidades. Elas também são caracterizadas por dividir uma causa em comum. E quanto maior a frequência das dores de cabeça, maior a presença de comorbidades. Neste artigo, vamos conversar um pouco sobre algumas dessas doenças associadas.

Dor de cabeça e distúrbios psiquiátricos:

Pessoas com enxaqueca e cefaléia do tipo tensional têm maior frequência de transtornos como ansiedade e depressão, principalmente se apresentam dor de cabeça diariamente. Em pesquisa realizada no Setor de Cefaleias da UNIFESP, foi observado também em crianças com enxaqueca uma maior frequência de sintomas psicológicos como preocupação excessiva, oscilações de humor e agressividade. 
Dor de cabeça e distúrbios de sono:

Insônia, dificuldades em manter o sono com despertares recorrentes, mexer-se muito na cama, sonambulismo, bruxismo, são distúrbios de sono mais comuns em pessoas com cefaleias, tanto em adultos como em crianças. Também em pesquisa realizada na UNIFESP, crianças com enxaqueca apresentaram uma diminuição do sono REM, fase do sono mais profunda na qual sonhamos, comprovado pelo exame de polissonografia, o que pode provocar dificuldades de atenção e memória e pior desempenho escolar.

Dor de cabeça e outras dores:

Pessoas com dor de cabeça apresentam com maior frequência e intensidade outros quadros dolorosos como dor lombar, tendinites, dor facial, e a fibromialgia, onde a dor acontece no corpo todo. Cerca de 80% das pessoas com fibromialgia também apresentam dores de cabeça, e já apresentavam a cefaléia antes da fibromialgia.  

Dor de cabeça e crises convulsivas:

Vários estudos comprovaram que pessoas com enxaqueca têm maior risco de sofrer uma crise convulsiva, principalmente se tiveram um tipo de enxaqueca que chamamos enxaqueca com aura, onde além da dor de cabeça, apresentam junto com a cefaléia sintomas visuais, como embaçamento, perda visual ou pontos brilhantes na visão e formigamentos no corpo.

Déficits de atenção e problemas de memória:


Queixas sobre déficit de atenção são muito comuns em pessoas com dores de cabeça, tanto em crianças como adultos. Ainda existem poucos estudos científicos sobre essa associação, porém um estudo brasileiro pioneiro, realizado no Setor de cefaleias da UNIFESP, demonstrou que, crianças com enxaqueca, quando comparadas com crianças sem cefaleia, apresentaram maior dificuldade em atenção e memória. Alguns estudos internacionais também encontraram essas dificuldades em adultos com cefaleia. 


Tonturas:

Pessoas com dor de cabeça apresentam com mais queixas de tonturas, rotatórias (vertigens) ou não, tanto na crise de cefaleia ou mesmo fora dela. Tal situação favorece a ocorrência de diagnósticos equivocados como labirintites e mudanças na pressão arterial e, como consequência, tratamentos inadequados para pessoas com dor de cabeça.

Dor de cabeça e derrames cerebrais:

Estão em grande evidência estudos que encontraram uma maior associação entre a enxaqueca e doenças vasculares como o infarto cardíaco, e principalmente os acidentes vasculares cerebrais (AVC), chamados de derrames. E esse risco é ainda mais alto em pessoas com a enxaqueca com aura, e em mulheres que tem enxaqueca e usam pílulas anticoncepcionais e são fumantes.  

Se você apresenta crises de dor de cabeça, principalmente a enxaqueca, deve observar o aparecimento de outros sintomas ou doenças. A boa notícia é que o tratamento da dor de cabeça, quando bem indicado, pode melhorar também as doenças associadas. O mais importante é não deixar de lado o sinal de alerta que é a cefaleia, achando que dor de cabeça é algo simples e corriqueiro. As doenças associadas tendem a acontecer ainda mais em pessoas que apresentam dores de cabeça frequentes ou há muito tempo.

Fonte: Minha Vida

Teste Psicológico - Resultado: Neurótica



Meu Deus!!! 
Tô preocupadíssima!!!!
Tô rosa chiclete!!!
Será que algum dia serei internada num manicômio???
Fiz um desses testes malucos da internet sobre a personalidade e olha só o resultado!
Sou do tipo NERVOSO!
Vou fazer alguns destaques e observações em vermelho... rs
Sobre o tipo Nervoso:  
De humor variável, querem chocar os outros e atrair sobre si a atenção alheia. (Meu humor é variável mesmo e gosto de atenção mas não quero chocar ninguém! Tudo pela paz!) 
Indiferentes à objetividade, precisam embelezar a realidade e para isso vão da mentira à ficção poética. (Explicando melhor... acho que vivo num mundo que eu criei e quando caio na realidade tenho minhas famosas crises existenciais. Acho que sou autista e ninguém me contou...!) 
Têm pronunciada tendência ao bizarro, pelo horrível, pelo macabro e, de modo geral, pelo "negativo". (Olha.... de macabro só gosto de filmes de terror)  
Trabalham irregularmente e somente no que lhes agrada. (Mas é claro! Quem gosta de fazer o que não gosta?) 
Dependem de excitantes para saírem da inatividade e do tédio.  (Ah... é verdade! Cada dia mudo os móveis de lugar na casa) Inconstantes nas afeições,são logo seduzidos e logo consolados.
Valor dominante: o divertimento.
Aqui, trata-se de um tipo que corresponde à combinação emotividade (portanto indivíduo muito excitável) (Levando-se em conta que qualquer coisa me faz chorar e rir... concordo), não-atividade (pouco propenso ao consumo orgânico) (Ah... será por isso que detesto ter que comer...? Sempre achei um desperdício! Come aqui, sai ali. O único lado bom do consumo é o prazer que ele proporciona.) o e primariedade (de reação rápida ou "reagente"). (Ah... quer me ver irritada é com gente lenta... não que eu não tenha meu momentos.... mas como disse, são momentos. Por que será que tem pessoas que pensam e falam devagar? E na hora da prova? Quem sabe, sabe. Quem não sabe, não sabe! Oras! Sabe marca e faz logo. Se não sabe, de que adianta ficar alisando a prova, pensando, desenhando, ficam até o último minuto do tempo! Talvez esperando por uma psicografia, algo vindo do além para preencher sua prova.)
O que impressiona à primeira vista no nervoso é a intensidade e a sucessão rápida de suas emoções. (Meu Deus...) Ele passa sem intervalo da euforia à depressão, do entusiasmo ao abatimento, da alegria à dor. (Sou eu!) Suas opiniões têm a mesma inconstância e inclina-se prazerosamente (prazerosamente???? será que sou masoquista???) para os extremos mais contraditórios. Disso resulta uma personagem multifacetada, ao mesmo tempo desconcertante e encantadora, irritante e agradável. (Encantadora e agradável sim! rs Mas já me disseram que sou irritante...)

Suas relações interpessoais são numerosas e agitadas. Se tem muitos colegas temporários, poucos os amigos verdadeiros. O reconhecimento e a fidelidade são nele raros, e a "inconstância afetiva" está sempre espreitando-o em suas ligações, da mesma forma que a "inconstância profissional" o espreita em sua carreira (ou carreiras!). (É.... mas quando eu me proponho ser ou fazer vou até o fim! Sou amiga, fiel, cumpro com meus deveres e obrigações no trabalho... mas dentro de mim essa inconstância borbulha!)
As emoções lhe são tão indispensáveis, quanto o pão e a água. Quando não as encontra em sua pessoa, ou no meio em que vive, corre a procurá-las no exterior. Aprecia particularmente as impressões inéditas (claro que o diferente é mais interessante que o comum!) e os excitantes de todas as espécies: filmes de terror, romances policiais, amores excêntricos, perversões sexuais (???), fumo, álcool, entorpecentes. (Mentira gente... não fumo, não bebo, não cheiro.... sou assim naturalmente...!)

Sente uma atração muito viva pelo que é raro, excepcional, excitante, inclusive pelo mórbido e pelo macabro. (Como disse antes, de macabro só gosto de filmes e de mórbido.... bem... um dia na adolescência pensei em ser médica legista... será essa a tal morbidez do caso?) Gosta de forçar o tom em tudo: vocabulário metafórico e superabundante, excentricidades no vestir, ideologias chocantes, culto do paradoxo, atitudes teatrais, inconformismo mais ou menos agressivo. (Sei não.... acho que não. O que diz quem me conhece?)
O nervoso é sacudido por sentimentos tumultuosos, ou que assim se lhe afiguram em sua atitude narcísica. Por isso os poetas exaltados e os escritores iluminados se recrutam com freqüência nesse arquétipo. (Será que sou um talento não aflorado??? rs) Até mesmo sua solidão é agitada, à semelhança de seu estado febril de todos os dias. O nervoso raramente guarda consigo as impressões que tem. Sua transparência é total, (e quantos transtornos isso me causa porque o mundo, as pessoas não são tão transparentes e sinceras) e ele, por vezes, recai no exibicionismo. (Eu recaio é numa bela depressão tipo... oh...! que mundo cruel!)
Está constantemente desempenhando papéis, e às vezes parece estar vivendo em um mundo que imaginou para si mesmo, à margem das monótonas realidades da vida comum. (Nâo sei se desempenho tantos papéis, mas vivo mesmo no meu "Fantástico Mundo de Bobby", que desenhei só pra mim e tento dar um colorido diferente a cada dia, porque ele é quase sempre preto e branco com uns tons de cinza. Eu não me entendo comigo mesma, esta é a verdade).
Uma tal prodigalidade de energia nervosa não deixa de causar fadiga. (Isso explica minhas famosas enxaquecas! Mas vai contar isso pro médico! Até explicar que focinho de porco não é tomada... estarei saindo numa camisa de força.)
E como as reservas orgânicas são limitadas, o nervoso não é pessoa nem de trabalhos que exijam força e nem mesmo para os esforços prolongados.
Sua escolha mostra que na sua personalidade nesse momento prevalece o lado intelectual, o idealismo. As aspirações abstratas, o "Superior" o espiritual estão com marcante presença em seu mundo. O "pensar" predomina. (Quantas vezes disse que nasci no mundo errado?!! E ninguém me leva a sério!) Mas precisamos também olhar em volta e não esquecer das nossas outras áreas que precisam também de ser alimentadas com sabedoria: a que cuida da nossa sobrevivência e da nossa parte física (que alguns gostam de chamar de animal) para estar bem presentes e atuantes no nosso caminho de evolução. Geralmente prevalece o desenvolvimento dos centros energéticos superiores (chacras laringeo, frontal e da Coroa).

Há uma necessidade (veja! Uma necessidade!) de que seu ponto de vista seja vencedor (por que não?), de que suas opiniões venham a prevalecer e que seu espaço seja respeitado. (Até que me provem o contrário) Mas está disponível para o diálogo (Claro!), apelando para o bom senso (lógico!) e o interesse do grupo (sempre!). Sabe ceder se necessário, mas não abre mão de seu ideal e sua liberdade. Sabe ouvir seus oponentes e argumenta com firmeza mas normalmente com sensibilidade.(Resumindo: Gentileza Gera Gentileza, já dizia Seu Gentileza lá no Rio! Mas sabe que às vezes ouço e não escuto...!)

Você tende a abraçar o mundo - é como uma pessoa de braços abertos avançando para a frente - dependendo da inclinação - com maior ou menor expansão. Pode estar normalmente preocupado com aquilo que estarão fazendo para com o mundo. Você luta com ardor para conseguir seus objetivos e interage com firmeza em qualquer situação de confronto. Geralmente é pessoa extrovertida, socialmente consciente, e por vezes buscando status ou aprovação com implacável força de vontade. (Quando eu me preocupo com o mundo eu fico doente, quando eu me preocupo comigo eu fico depressiva).
Mas sou brasileira! 
E teimoso é quem teima comigo! 
Alguém já disse e eu repito!
Gente preciso de terapia? Tenho cura?
Ou é direto pro hospício?! 
Algum psicólogo disposto a me desvendar (ops, quer dizer disposto a me tratar?) 
Coloco-me à disposição da Ciência para entrevistas e/ou testes que se fizerem necessários! 
E sobre a enxaqueca também! 
Há mais de 20 anos que ela me persegue! 

Procurando um Obstetra

            A gravidez é um momento mágico,no qual todas as escolhas e decisões são da maior importância. E, quando o assunto é a saúde da gestante e do bebê,a busca pelo obstetra ideal para acompanhar o casal nessa grande aventura deve ser cercada de cuidados e muitas informações. Afinal não há espaço para dúvidas ou erros. Geralmente, quem procura um obstetra é a mulher que engravida pela primeira vez e não tem um ginecologista fixo. Há também pacientes que querem um novo médico porque o anterior não corresponde mais às suas necessidades. Seja qual for o motivo, o objetivo é encontrar um profissional que reúna o maior número de qualidades consideradas essenciais pela futura mãe. E, além dos requisitos obrigatórios — ser formado em medicina com especialização em obstetrícia —, também estão em jogo aspectos subjetivos, pois um médico que se preocupa com a vida pessoal da paciente pode ser ótimo para uns e intrometido para outros. O que conta mesmo é aliar a experiência ao jeito de ser e de pensar do casal. Para ajudar sua pesquisa, CRESCER elaborou uma lista de itens que você deve analisar para tornar mais fácil a busca pelo melhor profissional. Confira quais são e boa escolha!

Pelo plano ou particular?
Você pode optar por um profissional na lista do convênio e marcar uma consulta para avaliar se ele é adequado para acompanhar a sua gravidez. Mas sempre é bom tentar uma indicação de amiga que foi atendida pelo profissional ou de outros médicos do convênio que você conhece. Marque quantas consultas forem necessárias até encontrar o médico que lhe agrade. Se você não tem um convênio ou prefere usar o reembolso para ampliar as opções, vale ainda o critério da indicação. Outro quesito importante passa a ser o preço. Quanto mais o médico é renomado e oferece sofisticação da aparelhagem, mais caro custa. Negocie: divida o pagamento, peça um prazo maior para saldar a dívida, faça pacotes.

Homem ou mulher
Há grávidas que querem ser tratadas por mulheres porque acham que elas as entenderão melhor, ou porque os maridos pedem isso. Outras pacientes acreditam que os homens, por não conhecerem as dores femininas, serão mais respeitosos. O que vale é você se sentir bem.
Perguntar é preciso!
Não tenha vergonha de pesquisar sobre o médico. Saiba em que universidade ele se formou, se participa de congressos, se está atualizado. Também tenha clareza do que vocês desejam. Preferências sobre o tipo de parto, por exemplo, são fundamentais para orientar a escolha do profissional. Não adianta querer um parto em casa com um profissional que nunca fez isso.

Pré-natal e parto
Logo na primeira consulta, diga tudo o que deseja em seu pré-natal e no parto. O obstetra também terá oportunidade de dizer como faz seu trabalho. As expectativas têm de casar. O ideal é fazer sempre parto normal e só recorrer à cesárea em casos especiais. Por isso, convém conversar com as outras pacientes, na sala de espera, para ter uma idéia da quantidade de cesáreas que ele faz.

Mesma sintonia
Se não houver empatia entre a mulher e o obstetra, tudo cai por terra. Às vezes você não gosta do bigode dele ou da atmosfera do consultório. A regra é simples: você tem de gostar do médico e confiar nele.

Atenção e disponibilidade
O bom médico sabe ouvir a paciente. Ele vai diagnosticar considerando o contexto e não apenas um sintoma. Uma boa consulta deve durar no mínimo 40 minutos. E a primeira demora muito mais, pois vocês dois estão se conhecendo ou, no caso de ser paciente antiga, modificando a relação. O profissional precisa estar disposto a responder a todas as dúvidas e explicá-las em linguagem clara. Deve, ainda, estar acessível 24 horas por dia, pelo bip, celular ou telefone de casa, e retornar as ligações rapidamente.

Mil e um aparelhos
O equipamento básico de um obstetra, além dos instrumentos normais de um ginecologista, é o sonar, que capta os batimentos cardíacos do bebê. Dispor de ultra-som não acrescenta muito, apesar de qualquer gestante gostar de ver o bebê nas consultas. Só um detalhe importante: segundo alguns especialistas,exames de ultra-som, como o morfológico feito na 20a semana, devem ser feitos por outro profissional, pois o vínculo entre o obstetra e você pode interferir na interpretação.

Defina a maternidade
Cada obstetra tem os hospitais em que prefere trabalhar. Se você gosta de uma maternidade que está na lista dele, ótimo, pois o médico já conhece a estrutura e os profissionais do hospital e terá seu trabalho facilitado. Caso contrário,aponte suas preferências para chegarem a um denominador comum.

Segunda opinião, pode...
A gestação é um período delicado, que pode envolver riscos. Por isso, nunca é demais, em casos de dúvida, ouvir uma segunda opinião.Você tem o direito de consultar outros médicos,caso se sinta insegura ou não entenda o que está sendo feito. Um bom médico, além de ter maturidade para aceitar isso, também pede opiniões a outros colegas.

Consultoria: Abner Lobão Neto,obstetra e coordenador do Pré-natal Personalizado da Universidade Federal de São Paulo;Dóris Ammann Saad,enfermeira obstétrica do Grupo de Apoio à Maternidade e Paternidade (Gamp)

Fonte: Revista Crescer
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