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Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!

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“Transformamos problemas cotidianos em transtornos mentais”



Allen Frances (Nova York, 1942) dirigiu durante anos o Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM), documento que define e descreve as diferentes doenças mentais. Esse manual, considerado a bíblia dos psiquiatras, é revisado periodicamente para ser adaptado aos avanços do conhecimento científico. Frances dirigiu a equipe que redigiu o DSM IV, ao qual se seguiu uma quinta revisão que ampliou enormemente o número de transtornos patológicos. Em seu livro Saving Normal (inédito no Brasil), ele faz uma autocrítica e questiona o fato de a principal referência acadêmica da psiquiatria contribuir para a crescente medicalização da vida.
Pergunta. No livro, o senhor faz um mea culpa, mas é ainda mais duro com o trabalho de seus colegas do DSM V. Por quê?
Resposta. Fomos muito conservadores e só introduzimos [no DSM IV] dois dos 94 novos transtornos mentais sugeridos. Ao acabar, nos felicitamos, convencidos de que tínhamos feito um bom trabalho. Mas o DSM IV acabou sendo um dique frágil demais para frear o impulso agressivo e diabolicamente ardiloso das empresas farmacêuticas no sentido de introduzir novas entidades patológicas. Não soubemos nos antecipar ao poder dos laboratórios de fazer médicos, pais e pacientes acreditarem que o transtorno psiquiátrico é algo muito comum e de fácil solução. O resultado foi uma inflação diagnóstica que causa muito dano, especialmente na psiquiatria infantil. Agora, a ampliação de síndromes e patologias no DSM V vai transformar a atual inflação diagnóstica em hiperinflação.


P. Seremos todos considerados doentes mentais?
R. Algo assim. Há seis anos, encontrei amigos e colegas que tinham participado da última revisão e os vi tão entusiasmados que não pude senão recorrer à ironia: vocês ampliaram tanto a lista de patologias, eu disse a eles, que eu mesmo me reconheço em muitos desses transtornos. Com frequência me esqueço das coisas, de modo que certamente tenho uma demência em estágio preliminar; de vez em quando como muito, então provavelmente tenho a síndrome do comedor compulsivo; e, como quando minha mulher morreu a tristeza durou mais de uma semana e ainda me dói, devo ter caído em uma depressão. É absurdo. Criamos um sistema de diagnóstico que transforma problemas cotidianos e normais da vida em transtornos mentais.


P. Com a colaboração da indústria farmacêutica... 
R. É óbvio. Graças àqueles que lhes permitiram fazer publicidade de seus produtos, os laboratórios estão enganando o público, fazendo acreditar que os problemas se resolvem com comprimidos. Mas não é assim. Os fármacos são necessários e muito úteis em transtornos mentais severos e persistentes, que provocam uma grande incapacidade. Mas não ajudam nos problemas cotidianos, pelo contrário: o excesso de medicação causa mais danos que benefícios. Não existe tratamento mágico contra o mal-estar.


P. O que propõe para frear essa tendência?
R. Controlar melhor a indústria e educar de novo os médicos e a sociedade, que aceita de forma muito acrítica as facilidades oferecidas para se medicar, o que está provocando além do mais a aparição de um perigosíssimo mercado clandestino de fármacos psiquiátricos. Em meu país, 30% dos estudantes universitários e 10% dos do ensino médio compram fármacos no mercado ilegal. Há um tipo de narcótico que cria muita dependência e pode dar lugar a casos de overdose e morte. Atualmente, já há mais mortes por abuso de medicamentos do que por consumo de drogas.


P. Em 2009, um estudo realizado na Holanda concluiu que 34% das crianças entre 5 e 15 anos eram tratadas por hiperatividade e déficit de atenção. É crível que uma em cada três crianças seja hiperativa?
R. Claro que não. A incidência real está em torno de 2% a 3% da população infantil e, entretanto, 11% das crianças nos EUA estão diagnosticadas como tal e, no caso dos adolescentes homens, 20%, sendo que metade é tratada com fármacos. Outro dado surpreendente: entre as crianças em tratamento, mais de 10.000 têm menos de três anos! Isso é algo selvagem, desumano. Os melhores especialistas, aqueles que honestamente ajudaram a definir a patologia, estão horrorizados. Perdeu-se o controle.


P. E há tanta síndrome de Asperger como indicam as estatísticas sobre tratamentos psiquiátricos?
R. Esse foi um dos dois novos transtornos que incorporamos no DSM IV, e em pouco tempo o diagnóstico de autismo se triplicou. O mesmo ocorreu com a hiperatividade. Calculamos que, com os novos critérios, os diagnósticos aumentariam em 15%, mas houve uma mudança brusca a partir de 1997, quando os laboratórios lançaram no mercado fármacos novos e muito caros, e além disso puderam fazer publicidade. O diagnóstico se multiplicou por 40.


P. A influência dos laboratórios é evidente, mas um psiquiatra dificilmente prescreverá psicoestimulantes a uma criança sem pais angustiados que corram para o seu consultório, porque a professora disse que a criança não progride adequadamente, e eles temem que ela perca oportunidades de competir na vida. Até que ponto esses fatores culturais influenciam? 
R. Sobre isto tenho três coisas a dizer. Primeiro, não há evidência em longo prazo de que a medicação contribua para melhorar os resultados escolares. Em curto prazo, pode acalmar a criança, inclusive ajudá-la a se concentrar melhor em suas tarefas. Mas em longo prazo esses benefícios não foram demonstrados. Segundo: estamos fazendo um experimento em grande escala com essas crianças, porque não sabemos que efeitos adversos esses fármacos podem ter com o passar do tempo. Assim como não nos ocorre receitar testosterona a uma criança para que renda mais no futebol, tampouco faz sentido tentar melhorar o rendimento escolar com fármacos. Terceiro: temos de aceitar que há diferenças entre as crianças e que nem todas cabem em um molde de normalidade que tornamos cada vez mais estreito. É muito importante que os pais protejam seus filhos, mas do excesso de medicação.


P. Na medicalização da vida, não influi também a cultura hedonista que busca o bem-estar a qualquer preço?
R. Os seres humanos são criaturas muito maleáveis. Sobrevivemos há milhões de anos graças a essa capacidade de confrontar a adversidade e nos sobrepor a ela. Agora mesmo, no Iraque ou na Síria, a vida pode ser um inferno. E entretanto as pessoas lutam para sobreviver. Se vivermos imersos em uma cultura que lança mão dos comprimidos diante de qualquer problema, vai se reduzir a nossa capacidade de confrontar o estresse e também a segurança em nós mesmos. Se esse comportamento se generalizar, a sociedade inteira se debilitará frente à adversidade. Além disso, quando tratamos um processo banal como se fosse uma enfermidade, diminuímos a dignidade de quem verdadeiramente a sofre.


P. E ser rotulado como alguém que sofre um transtorno mental não tem consequências também?
R. Muitas, e de fato a cada semana recebo emails de pais cujos filhos foram diagnosticados com um transtorno mental e estão desesperados por causa do preconceito que esse rótulo acarreta. É muito fácil fazer um diagnóstico errôneo, mas muito difícil reverter os danos que isso causa. Tanto no social como pelos efeitos adversos que o tratamento pode ter. Felizmente, está crescendo uma corrente crítica em relação a essas práticas. O próximo passo é conscientizar as pessoas de que remédio demais faz mal para a saúde.


P. Não vai ser fácil…
R. Certo, mas a mudança cultural é possível. Temos um exemplo magnífico: há 25 anos, nos EUA, 65% da população fumava. Agora, são menos de 20%. É um dos maiores avanços em saúde da história recente, e foi conseguido por uma mudança cultural. As fábricas de cigarro gastavam enormes somas de dinheiro para desinformar. O mesmo que ocorre agora com certos medicamentos psiquiátricos. Custou muito deslanchar as evidências científicas sobre o tabaco, mas, quando se conseguiu, a mudança foi muito rápida.


P. Nos últimos anos as autoridades sanitárias tomaram medidas para reduzir a pressão dos laboratórios sobre os médicos. Mas agora se deram conta de que podem influenciar o médico gerando demandas nos pacientes.
R. Há estudos que demonstram que, quando um paciente pede um medicamento, há 20 vezes mais possibilidades de ele ser prescrito do que se a decisão coubesse apenas ao médico. Na Austrália, alguns laboratórios exigiam pessoas de muito boa aparência para o cargo de visitador médico, porque haviam comprovado que gente bonita entrava com mais facilidade nos consultórios. A esse ponto chegamos. Agora temos de trabalhar para obter uma mudança de atitude nas pessoas.


P. Em que sentido?
R. Que em vez de ir ao médico em busca da pílula mágica para algo tenhamos uma atitude mais precavida. Que o normal seja que o paciente interrogue o médico cada vez que este receita algo. Perguntar por que prescreve, que benefícios traz, que efeitos adversos causará, se há outras alternativas. Se o paciente mostrar uma atitude resistente, é mais provável que os fármacos receitados a ele sejam justificados.


P. E também será preciso mudar hábitos.
R. Sim, e deixe-me lhe dizer um problema que observei. É preciso mudar os hábitos de sono! Vocês sofrem com uma grave falta de sono, e isso provoca ansiedade e irritabilidade. Jantar às 22h e ir dormir à meia-noite ou à 1h fazia sentido quando vocês faziam a sesta. O cérebro elimina toxinas à noite. Quem dorme pouco tem problemas, tanto físicos como psíquicos.

Fonte: El País

Procurando um Obstetra

            A gravidez é um momento mágico,no qual todas as escolhas e decisões são da maior importância. E, quando o assunto é a saúde da gestante e do bebê,a busca pelo obstetra ideal para acompanhar o casal nessa grande aventura deve ser cercada de cuidados e muitas informações. Afinal não há espaço para dúvidas ou erros. Geralmente, quem procura um obstetra é a mulher que engravida pela primeira vez e não tem um ginecologista fixo. Há também pacientes que querem um novo médico porque o anterior não corresponde mais às suas necessidades. Seja qual for o motivo, o objetivo é encontrar um profissional que reúna o maior número de qualidades consideradas essenciais pela futura mãe. E, além dos requisitos obrigatórios — ser formado em medicina com especialização em obstetrícia —, também estão em jogo aspectos subjetivos, pois um médico que se preocupa com a vida pessoal da paciente pode ser ótimo para uns e intrometido para outros. O que conta mesmo é aliar a experiência ao jeito de ser e de pensar do casal. Para ajudar sua pesquisa, CRESCER elaborou uma lista de itens que você deve analisar para tornar mais fácil a busca pelo melhor profissional. Confira quais são e boa escolha!

Pelo plano ou particular?
Você pode optar por um profissional na lista do convênio e marcar uma consulta para avaliar se ele é adequado para acompanhar a sua gravidez. Mas sempre é bom tentar uma indicação de amiga que foi atendida pelo profissional ou de outros médicos do convênio que você conhece. Marque quantas consultas forem necessárias até encontrar o médico que lhe agrade. Se você não tem um convênio ou prefere usar o reembolso para ampliar as opções, vale ainda o critério da indicação. Outro quesito importante passa a ser o preço. Quanto mais o médico é renomado e oferece sofisticação da aparelhagem, mais caro custa. Negocie: divida o pagamento, peça um prazo maior para saldar a dívida, faça pacotes.

Homem ou mulher
Há grávidas que querem ser tratadas por mulheres porque acham que elas as entenderão melhor, ou porque os maridos pedem isso. Outras pacientes acreditam que os homens, por não conhecerem as dores femininas, serão mais respeitosos. O que vale é você se sentir bem.
Perguntar é preciso!
Não tenha vergonha de pesquisar sobre o médico. Saiba em que universidade ele se formou, se participa de congressos, se está atualizado. Também tenha clareza do que vocês desejam. Preferências sobre o tipo de parto, por exemplo, são fundamentais para orientar a escolha do profissional. Não adianta querer um parto em casa com um profissional que nunca fez isso.

Pré-natal e parto
Logo na primeira consulta, diga tudo o que deseja em seu pré-natal e no parto. O obstetra também terá oportunidade de dizer como faz seu trabalho. As expectativas têm de casar. O ideal é fazer sempre parto normal e só recorrer à cesárea em casos especiais. Por isso, convém conversar com as outras pacientes, na sala de espera, para ter uma idéia da quantidade de cesáreas que ele faz.

Mesma sintonia
Se não houver empatia entre a mulher e o obstetra, tudo cai por terra. Às vezes você não gosta do bigode dele ou da atmosfera do consultório. A regra é simples: você tem de gostar do médico e confiar nele.

Atenção e disponibilidade
O bom médico sabe ouvir a paciente. Ele vai diagnosticar considerando o contexto e não apenas um sintoma. Uma boa consulta deve durar no mínimo 40 minutos. E a primeira demora muito mais, pois vocês dois estão se conhecendo ou, no caso de ser paciente antiga, modificando a relação. O profissional precisa estar disposto a responder a todas as dúvidas e explicá-las em linguagem clara. Deve, ainda, estar acessível 24 horas por dia, pelo bip, celular ou telefone de casa, e retornar as ligações rapidamente.

Mil e um aparelhos
O equipamento básico de um obstetra, além dos instrumentos normais de um ginecologista, é o sonar, que capta os batimentos cardíacos do bebê. Dispor de ultra-som não acrescenta muito, apesar de qualquer gestante gostar de ver o bebê nas consultas. Só um detalhe importante: segundo alguns especialistas,exames de ultra-som, como o morfológico feito na 20a semana, devem ser feitos por outro profissional, pois o vínculo entre o obstetra e você pode interferir na interpretação.

Defina a maternidade
Cada obstetra tem os hospitais em que prefere trabalhar. Se você gosta de uma maternidade que está na lista dele, ótimo, pois o médico já conhece a estrutura e os profissionais do hospital e terá seu trabalho facilitado. Caso contrário,aponte suas preferências para chegarem a um denominador comum.

Segunda opinião, pode...
A gestação é um período delicado, que pode envolver riscos. Por isso, nunca é demais, em casos de dúvida, ouvir uma segunda opinião.Você tem o direito de consultar outros médicos,caso se sinta insegura ou não entenda o que está sendo feito. Um bom médico, além de ter maturidade para aceitar isso, também pede opiniões a outros colegas.

Consultoria: Abner Lobão Neto,obstetra e coordenador do Pré-natal Personalizado da Universidade Federal de São Paulo;Dóris Ammann Saad,enfermeira obstétrica do Grupo de Apoio à Maternidade e Paternidade (Gamp)

Fonte: Revista Crescer
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