Aqui você encontra de tudo um pouco. E cada dia mais um pouquinho! Por onde ando e por onde andarei, sentimentos, perguntas, respostas, protestos. Só espero poder contribuir com a minha curiosidade, trazer reflexão por alguns instantes e contagiar com minha alegria!!! Seja Bem-Vindo e Obrigada pela Visitinha!
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Meu Perfil
- Flá
- Natal, RN, Brazil
- Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!
TÁ EM DÚVIDA??? CONSULTE AQUI QUE É BOM PRA BURRO!
Mostrando postagens com marcador vida. Mostrar todas as postagens
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Cada um vê o que lhe é conveniente...
Mas felizmente tem a capacidade de raciocinar e discernir o que é bom ou não para si
E só então dar um passo de cada vez
Pois ninguém pode dar o que não tem nem ser o que não é
Por isso, eu posso não concordar com sua postura ou opinião, mas sempre vou respeitar os seus limites de aprendizado.
Autossabotagem
Os processos de autossabotagem acontecem por diversas razões. E uma
dessas razões é a tentativa inconsciente de proteger a si mesmo. Vou
explicar como isso funciona.
Imagine uma mãe que sempre fala pra filha: cuidado, os homens não prestam, são todos iguais. Todos eles traem e decepcionam. Essa menina se torna adulta e quer ter um relacionamento sério. No entanto, ela percebe que seus relacionamentos sempre dão errado de alguma forma e ela nunca consegue se realizar nessa área. Ela só se interessa por quem não se interessa por ela. Ou então, quando engata um relacionamento, ela perde o interesse rapidamente, ou ainda, acaba tendo brigas que levam ao término do relacionamento.
E pra essa mulher parece que ela tem má sorte no amor. Tudo dá errado. Tudo conspira contra. Mas, no fundo, sem perceber, ela dá um jeito de sabotar seus relacionamentos pra que realmente não deem certo. Afinal de contas, tem uma informação gravada no seu inconsciente que diz que os homens não prestam e a farão sofrer. Assim ela está apenas se protegendo. Mas essa proteção, que seria pra prevenir um sofrimento, gera outros tipos de sofrimento com a falta de realização na vida amorosa.
Uma coisa semelhante ocorre também na parte financeira. É muito comum as pessoas associarem dinheiro a coisas negativas. Dinheiro é sujo. Dinheiro corrompe. Dinheiro muda as pessoas. Dinheiro afasta do caminho espiritual. Dinheiro tira a paz interior e causa discórdia. Com essas crenças gravadas, seu inconsciente vai dar um jeito de impedir o seu progresso financeiro pra que você não tenha uma coisa que traz tantos males.
O consciente e o inconsciente travam uma batalha. Por um lado a mulher quer se casar e encontrar um bom relacionamento, esse é o seu lado racional. O lado emocional e inconsciente diz que isso é perigoso e que trará muito sofrimento. E essa parte inconsciente é muito mais ampla e profunda, tem um poder sabotador imenso. Ela vai contaminar as escolhas e a forma de interpretar o mundo pra afastar a pessoa do aparente perigo.
Com o dinheiro é a mesma coisa. Por mais que racionalmente você diga que deseja mais prosperidade, se você carrega essas crenças negativas que ligam o dinheiro a coisas ruins, o seu inconsciente, que é infinitamente mais esperto que o seu lado racional, vai dar um jeito de sabotar o seu crescimento.
Imagine agora uma pessoa que deseja ser um empreendedor, que veio pra esse mundo com essa vocação. Mas seus pais são funcionários públicos e passaram a vida inteira falando que o concurso é o único caminho seguro pra ter uma vida e renda tranquila. Esses pais sempre mostram os exemplos dos autônomos e empreendedores que se deram mal na vida. Então, essa pessoa pode sabotar suas tentativas de se tornar um empreendedor por que seu inconsciente estará tentando lhe proteger de todos os perigos de não ser um funcionário público.
O mesmo mecanismo sabotador de proteção pode acontecer também por medo da inveja. O sucesso muitas vezes está negativamente associado ao medo de atrair pessoas aproveitadores, invejosas e interesseiras. Quando alguém se destaca em qualquer coisa que seja, sempre haverá quem admire e queira ajudar, e também quem sinta inveja e queira atrapalhar o seu caminho. Então, por medo de sofrer e sendo alvo da inveja, muitas pessoas sabotam o próprio sucesso. Mais uma vez o seu inconsciente entra em ação para lhe proteger dos perigos.
A forma de se eliminar esses mecanismos é através da liberação das emoções e crenças limitantes. Só assim você desarma essas proteções inconscientes. Eu recomendo a utilização da *EFT (técnica para autolimpeza emocional, baixe o manual gratuito aqui) pra isso, por que é uma técnica simples e muito eficaz que nos ajuda a dissolver com maior facilidade a negatividade que nós carregamos.
Problemas na nossa autoestima também nos farão criar mecanismos de proteção sabotadores. Pontos fracos na autoestima nos levam a ter medo de criticas e de rejeição. Nesse caso você começa a evitar se expor, crescer, se destacar, ou simplesmente se relacionar socialmente. Assim o seu inconsciente o mantém seguro na sua zona de conforto. Em tese, isso poupa você do sofrimento, mas acaba evitando o seu desenvolvimento como pessoa.
Falando em autoestima, elaborei um teste com perguntas que farão você descobrir como está o nível da sua agora. O mais importante não é nem tanto a pontuação final que você vai obter nesse teste. O mais importante é a reflexão que cada pergunta traz. Pra fazer o teste é só acessar: Teste a Sua Autoestima. Faça agora!
*EFT - Emotional Freedom Techniques - Técnica que ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se autoaplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse este link
Imagine uma mãe que sempre fala pra filha: cuidado, os homens não prestam, são todos iguais. Todos eles traem e decepcionam. Essa menina se torna adulta e quer ter um relacionamento sério. No entanto, ela percebe que seus relacionamentos sempre dão errado de alguma forma e ela nunca consegue se realizar nessa área. Ela só se interessa por quem não se interessa por ela. Ou então, quando engata um relacionamento, ela perde o interesse rapidamente, ou ainda, acaba tendo brigas que levam ao término do relacionamento.
E pra essa mulher parece que ela tem má sorte no amor. Tudo dá errado. Tudo conspira contra. Mas, no fundo, sem perceber, ela dá um jeito de sabotar seus relacionamentos pra que realmente não deem certo. Afinal de contas, tem uma informação gravada no seu inconsciente que diz que os homens não prestam e a farão sofrer. Assim ela está apenas se protegendo. Mas essa proteção, que seria pra prevenir um sofrimento, gera outros tipos de sofrimento com a falta de realização na vida amorosa.
Uma coisa semelhante ocorre também na parte financeira. É muito comum as pessoas associarem dinheiro a coisas negativas. Dinheiro é sujo. Dinheiro corrompe. Dinheiro muda as pessoas. Dinheiro afasta do caminho espiritual. Dinheiro tira a paz interior e causa discórdia. Com essas crenças gravadas, seu inconsciente vai dar um jeito de impedir o seu progresso financeiro pra que você não tenha uma coisa que traz tantos males.
O consciente e o inconsciente travam uma batalha. Por um lado a mulher quer se casar e encontrar um bom relacionamento, esse é o seu lado racional. O lado emocional e inconsciente diz que isso é perigoso e que trará muito sofrimento. E essa parte inconsciente é muito mais ampla e profunda, tem um poder sabotador imenso. Ela vai contaminar as escolhas e a forma de interpretar o mundo pra afastar a pessoa do aparente perigo.
Com o dinheiro é a mesma coisa. Por mais que racionalmente você diga que deseja mais prosperidade, se você carrega essas crenças negativas que ligam o dinheiro a coisas ruins, o seu inconsciente, que é infinitamente mais esperto que o seu lado racional, vai dar um jeito de sabotar o seu crescimento.
Imagine agora uma pessoa que deseja ser um empreendedor, que veio pra esse mundo com essa vocação. Mas seus pais são funcionários públicos e passaram a vida inteira falando que o concurso é o único caminho seguro pra ter uma vida e renda tranquila. Esses pais sempre mostram os exemplos dos autônomos e empreendedores que se deram mal na vida. Então, essa pessoa pode sabotar suas tentativas de se tornar um empreendedor por que seu inconsciente estará tentando lhe proteger de todos os perigos de não ser um funcionário público.
O mesmo mecanismo sabotador de proteção pode acontecer também por medo da inveja. O sucesso muitas vezes está negativamente associado ao medo de atrair pessoas aproveitadores, invejosas e interesseiras. Quando alguém se destaca em qualquer coisa que seja, sempre haverá quem admire e queira ajudar, e também quem sinta inveja e queira atrapalhar o seu caminho. Então, por medo de sofrer e sendo alvo da inveja, muitas pessoas sabotam o próprio sucesso. Mais uma vez o seu inconsciente entra em ação para lhe proteger dos perigos.
A forma de se eliminar esses mecanismos é através da liberação das emoções e crenças limitantes. Só assim você desarma essas proteções inconscientes. Eu recomendo a utilização da *EFT (técnica para autolimpeza emocional, baixe o manual gratuito aqui) pra isso, por que é uma técnica simples e muito eficaz que nos ajuda a dissolver com maior facilidade a negatividade que nós carregamos.
Problemas na nossa autoestima também nos farão criar mecanismos de proteção sabotadores. Pontos fracos na autoestima nos levam a ter medo de criticas e de rejeição. Nesse caso você começa a evitar se expor, crescer, se destacar, ou simplesmente se relacionar socialmente. Assim o seu inconsciente o mantém seguro na sua zona de conforto. Em tese, isso poupa você do sofrimento, mas acaba evitando o seu desenvolvimento como pessoa.
Falando em autoestima, elaborei um teste com perguntas que farão você descobrir como está o nível da sua agora. O mais importante não é nem tanto a pontuação final que você vai obter nesse teste. O mais importante é a reflexão que cada pergunta traz. Pra fazer o teste é só acessar: Teste a Sua Autoestima. Faça agora!
*EFT - Emotional Freedom Techniques - Técnica que ensina a desbloquear a energia estagnada nos meridianos, de forma fácil, rápida e extremamente eficaz, proporcionando a cura para questões físicas emocionais. Você mesmo pode se autoaplicar o método. Para receber manual gratuito da técnica e já começar a se beneficiar, acesse este link
Fonte: Andre Lima
Motivação
Copiado integralmente do blog A vida simples assim, pq eu adorei, mas segue abaixo o texto completo:
A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ — Qual o resultado disso?
Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTOÉ — Há um script estabelecido?
Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.
ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .
Segue link para matéria: Revista Isto É
A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ — Qual o resultado disso?
Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTOÉ — Há um script estabelecido?
Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.
ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .
Segue link para matéria: Revista Isto É
Não acredito...
NÃO ACREDITO MAIS NAS PESSOAS.
Antes as mudanças de opinião fossem apenas para crescimento, aprendizado;
No entanto são usadas apenas quando convenientes.
Antes as palavras ditas fossem apenas as do sentimento, boas ou más, tanto faz, mas reais;
No entanto... são apenas palavras: usadas na conveniência ou de forma inconveniente; muitas vezes irreais e muitas vezes vazias...
(eu preciso aprender com o silêncio).
Antes as pessoas fossem mais honestas consigo mesmas...
Assim eu seria mais feliz, você seria mais feliz e o mundo menos chato.
Antigamente se podia dizer que as crianças eram sinceras, inclusive eu mais estava com elas do que com os adultos, nas festinhas, em família, onde eu não conhecesse ninguém, lá estava eu brincando com as crianças e igual a uma!
Pois hoje... nem isso é possível. Primeiro que tudo é processo! E esse negócio de pedofilia... (acho que é só com homens) mas é sempre bom evitar, porque para uma família maliciosa, tudo é motivo.
E não é só isso!
As crianças não são tão crianças quanto antes... acabou-se a inocência, são tratadas como adultos, são cobradas por serem sempre mais e fazerem mais e o mundo não é mais o mesmo.
Se crianças estão assim, como serão os futuros adultos?
É por isso que cada dia mais gosto da minha cachorra. Me mostra os dentes toda hora, mas é sincera como ninguém!
Antigamente se podia dizer que as crianças eram sinceras, inclusive eu mais estava com elas do que com os adultos, nas festinhas, em família, onde eu não conhecesse ninguém, lá estava eu brincando com as crianças e igual a uma!
Pois hoje... nem isso é possível. Primeiro que tudo é processo! E esse negócio de pedofilia... (acho que é só com homens) mas é sempre bom evitar, porque para uma família maliciosa, tudo é motivo.
E não é só isso!
As crianças não são tão crianças quanto antes... acabou-se a inocência, são tratadas como adultos, são cobradas por serem sempre mais e fazerem mais e o mundo não é mais o mesmo.
Se crianças estão assim, como serão os futuros adultos?
É por isso que cada dia mais gosto da minha cachorra. Me mostra os dentes toda hora, mas é sincera como ninguém!
| Lauroka |
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