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Natal, RN, Brazil
Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!

TÁ EM DÚVIDA??? CONSULTE AQUI QUE É BOM PRA BURRO!

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Cada um vê o que lhe é conveniente...


Acredita naquilo que adquiriu em suas vidas
Mas felizmente tem a capacidade de raciocinar e discernir o que é bom ou não para si
E só então dar um passo de cada vez
Pois ninguém pode dar o que não tem nem ser o que não é
Por isso, eu posso não concordar com sua postura ou opinião, mas sempre vou respeitar os seus limites de aprendizado.




Motivação

Copiado integralmente do blog  A vida simples assim, pq eu adorei, mas segue abaixo o texto completo:

A revista Isto é publicou esta entrevista por Camilo Vanucci, gostei e resolvi compartilhar.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em “Heróis de Verdade”, o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki — Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ — O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki — Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos,empregado em uma farmácia .
Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis.
Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”.
É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes.
O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ — Qual o resultado disso?
Shinyashiki — Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim.
Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança.
Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki — O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras.
Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora.
Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTOÉ — Há um script estabelecido?
Shinyashiki — Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz ?
“Qual é seu defeito?”
Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal:
“Eu mergulho de cabeça na empresa.
Preciso aprender a relaxar”.
É exatamente o que o Chefe quer escutar.
Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
” Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir”.
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
ISTOÉ — Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki — Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ — Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki — Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTOÉ — Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki — Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
“Quando você quiser entender a essência do ser
humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham”.
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ — O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki — Exatamente.
A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar
suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ — Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki — Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
” Quem decidiu publicar esse livro?”
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.
ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki — O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ — Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki — A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter
sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.
Jeito certo não existe!
Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo,
trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
“Doutor, não me deixe morrer.
Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz”.
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas.
Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida .

Segue link para matéria: Revista Isto É

Não acredito...

NÃO ACREDITO MAIS NAS PESSOAS.
Antes as mudanças de opinião fossem apenas para crescimento, aprendizado;
No entanto são usadas apenas quando convenientes.
Antes as palavras ditas fossem apenas as do sentimento, boas ou más, tanto faz, mas reais;
No entanto... são apenas palavras: usadas na conveniência ou de forma inconveniente; muitas vezes irreais e muitas vezes vazias...
(eu preciso aprender com o silêncio).
Antes as pessoas fossem mais honestas consigo mesmas...
Assim eu seria mais feliz, você seria mais feliz e o mundo menos chato.

Antigamente se podia dizer que as crianças eram sinceras, inclusive eu mais estava com elas do que com os adultos, nas festinhas, em família, onde eu não conhecesse ninguém, lá estava eu brincando com as crianças e igual a uma!
Pois hoje... nem isso é possível. Primeiro que tudo é processo! E esse negócio de pedofilia... (acho que é só com homens) mas é sempre bom evitar, porque para uma família maliciosa, tudo é motivo.
E não é só isso!
As crianças não são tão crianças quanto antes... acabou-se a inocência, são tratadas como adultos, são cobradas por serem sempre mais e fazerem mais e o mundo não é mais o mesmo.
Se crianças estão assim, como serão os futuros adultos?
É por isso que cada dia mais gosto da minha cachorra. Me mostra os dentes toda hora, mas é sincera como ninguém!


Lauroka

Lendas Urbanas



Lenda???
Que nada!!!
É o Rio de Janeiro!
 E quem disse que lá é cidade sem lei???
A lei é a do tráfico. 
O poder vigente (por agora) é o do tráfico.
E sabe o que é pior?
Quem "trabalha" para esse grupo é de extrema burrice! 
Alguns são usuários, outros são traficantes, a maioria mora em comunidades e dão a vida em nome desse "trabalho". Acham que é "a oportunidade"!
Pois quem financia a grande empresa nem neste país mora!
Está nos Estados Unidos, na Europa, em uma de suas mansões ou por aí em algum dos seus carros de última tecnologia.
Gente besta essa que dá a vida pelo mundo do tráfico.
Seguem direitinho o slogan: Do pó viemos, pelo pó vivemos e ao pó voltaremos.
E metade desses contribuintes (usuários e/ou traficantes de pequena escala) são filhos dos mesmos que estavam na piscina de uma daquelas mansões ou desfilando num carrão. 

Olha o resultado de um desses trabalhadores, coisa que aliás é rotina no Rio, só não é divulgado nos jornais:
  
Foto de Parazão antes...

Foto de Parazão depois!
 Chocou-se com meu post?
Os cariocas apesar de tristes, desiludidos, indignados, cansados, sem esperanças... também estão chocados, mas ao mesmo, acostumados, senão é impossível (sobre)viver lá. 
Obs.: eu me dou ao direito de falar sim, pois também sou carioca, eu me dou ao direito de estar indignada me envorgonhar do último post meu sobre Rio 2016, e de achar que não vão resolver numa cidade um problema que existe no mundo todo: drogas e violência.
Olho por olho, dente por dente.
Voltamos à Era Medieval, onde o troféu era uma cabeça!

Abaixo segue um relato de uma repórter num dia comum de trabalho:

Quinta-feira, 4 Novembro, 2010

"Sei quem matou não, mas 'geral' viu a cabeça dele pela favela"

Ontem (quinta-feira) passava das 12h50. Eu esperava o presidente da Associação de Moradores do Morro da Serrinha vir me buscar para entrar na comunidade e fazer uma matéria lá no alto quando sou parada por um morador:
"Aê, quer comprar uma foto da cabeça
do Parazão?",diz o morador.
" O Parazão morreu? Agora? Quando?".
"Ontem à noite. Sei quem matou não, mas 'geral' viu a cabeça dele pela favela".
" Traz a foto para eu ver".
O morador então segue em busca da foto para ver se eu me interessava.
Pouco depois das 13h recebo uma ligação da redação dizendo que haviam acabado de receber uma denúncia sobre a morte do Parazão. Contei a conversa com o morador e disse que era possível que o boate procedesse e que veria a foto para confirmar. Resolvo ligar mais uma vez para o comandante do 41º BPM (Irajá), o tenente coronel Alexandre Fontenelli, para saber como estava a atuação da polícia no alto da favela e novidades relevantes sobre a guerra pelo controle de vendas do tráfico que acontece há um mês. Conversando com o comandante falávamos justamente da noite e manhã tranquilas vividas pelo bairro quando ouço um tiro. Dois tiros de pistola e digo: ouviu?! acabei de ouvir um tiro.
" Nossos policiais estão aí", perguntou o comandante
"Acho que é um assalto...", eu disse.
Ao correr para saber do que se tratava a ligação cai. Corro, pelo canto da parede, na direção dos tiros e percebo, ao mesmo tempo em que tento retornar a ligação para o comandante, um motorista saindo do carro em direção a um comércio. Pedestres faziam o mesmo. Um caminhão que entregava bebidas foi abandonado na pista, impedindo, inclusive a minha visão para o outro lado. Vi, então, os criminosos entrando numa blazer que já se distanciava. O comandante atende:
" Uns bandidos acabaram de passar atirando do meio da Edgar Romero para o Morro do Cajueiro", contei.
"Vou mandar uma viatura chegar isso agora", informou ele.
O comandante desliga ao mesmo tempo que consigo passar pelo caminhão parado. Ainda do outro lado da rua vejo a cabeça do Parazão que bandidos haviam acabado de tentar jogar na favela mas ela acabou caindo na via. E antes de continuar a minha apuração da selvageria para seguir para o alto da Serrinha, ligo para a redação:
"O boato procede. Achei a cabeça do Parazão. Está aqui do meu lado "


POSTADO POR: Isabel Boechat às 21:37 
Fonte: Jornal O Dia On line

Para um Planeta Sustentável



"Todo mundo ‘pensando’ em deixar um planeta melhor para nossos filhos…
Quando é que ‘pensarão’ em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável (vi na Internet).

 Isso é falar em Educação!

Criando alicerces firmes. Onde mais seria senão nas crianças? 
Sempre me perguntei por onde começar, já que temos no Brasil um histórico de escravidão, de inversão de valores e culturas?
É preciso reciclar as mentes e os sentimentos!
Quando eu tenho consciência das razões que levam a determinado fato, eu tenho um maior poder de compreensão do outro. Isso não quer dizer que minha tolerância se estenda ao injusto, apenas que tenho maior capacidade de modificar as ações futuras.
Não aceito o erro, mas compreendo porque está ali.
Sou de uma geração que não tem, nem se criou, nenhum engajamento político, nenhum sentimento do tipo. Geração em que as aulas de Educação Moral e Cívica da escola eram criticadas pelos nossos pais. Daí aprendemos (e apreendemos) a ficar alheios à esse conhecimento do mundo político. Pais estes, que talvez evitem essa aproximação por terem vivido num período de ditadura... quem sabe seus motivos...?
Enfim... e repetindo as ideias de outros posts meus: como educar sem dar o exemplo? 
Todos temos o negativo e o positivo. Somos o que há de pior e podemos ser o que há de melhor no ser humano.
Então por quê se acomodar no: "Tá bom assim...!"
Essa foto achei bem interessante! Mostra o contraste de uma época quando o mais velho era respeitado; quando o professor entrava em classe e os alunos se levantavam em respeito. E dos dias de hoje, quando o professor entra em sala e o aluno continua de pé, de costas, como se "nada" tivesse entrado; quando é o professor quem implora silêncio para ensinar algo que é de importância para os próprios alunos!
Antes a família era mais presente, confiava na escola e dava continuidade em casa, exigindo o máximo de seus filhos para que fossem pessoas de bem num futuro.
Hoje a família desestruturada está mais ausente, não confia na escola descontinuando o trabalho em casa, ou seja, os valores ensinados na escola não são os mesmos praticados pela família. E por conta dessa ausência, muitos pais ou mães imaginam que a escola fará milagres pela educação de seu filho. Que irá fazer o que ele ou ela como responsáveis não o fazem.
Seus filhos têm que estudar para passar de ano (nem precisam ter ótimas notas, apenas a média) para entrarem na universidade, numa carreira que pague e muito bem!
Os valores invertidos, cada dia mais. Os interesses estão no ter e não mais no ser.
Para ter um planeta sustentável, nós temos que o tornar sustentável.
Reciclando e revendo nossos atos e consequências.


Sobre o post Xenofobia da Elite e Racismo


Primeiro temos que dar uma olhadinha na legislação. 
Essa está comentada que busquei no site DireitoNet. Para ler na íntegra clique no site.

Quando da promulgação de Nossa Constituição Federal em 1988, seu art. 5º, inciso XLII, determinava que “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei”, sendo referido inciso um mandado expresso de criminalização, o qual teve sua eficácia com a promulgação da Lei nº 7.716/89.
Curiosamente a Lei nº 7.716/89 determina em seu título a punição de crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, categorias estas que foram ampliadas no ano de 1.997, quando o legislador então acrescentou ao art. 1º da referida lei os termos etnia, religião e procedência nacional, passando referido art. a vigorar da seguinte forma:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97).
A lei 9.459 de 15 maio de 1.997 além de criar novas categorias para a “lei de racismo”, também acresceu ao artigo 140 do Código Penal, o parágrafo terceiro, criando com isso a figura da injúria qualificada, in verbis:
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
(...)
§ 3º - Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
Pena - reclusão de um a três anos e multa.
O parágrafo terceiro do art. 140 do Código Penal ainda sofreu nova alteração no ano de 2.003, com a Lei nº 10.741, quando então foram incluídas duas novas categorias, pessoa idosa ou portadora de deficiência, passando a vigorar da seguinte forma:
§ 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência...
Isso só vem acrescentar e confirmar o que eu já disse em outros posts sobre as pessoas, sobre minha desilusão com o mundo. Fazendo uma pequena observação: não sou dona perfeitinha, mas tento ser sim! E assumo isso. Tento ser correta, sincera e só vejo um mal nisso: não me encaixo nesse mundo. ( ou não aprendi a lidar com ele e com a maioria das pessoas que destoam do MEU mundo...)
Digo e repito: 
AS PESSOAS FINGEM, fingem o tempo todo, mentem inclusive para elas próprias! Fingem que são educadas e quando você vira as costam comentam.  Por que ao invés de falar de você não falam para você? Ajudaria a ser alguém melhor...
FALSAS!
Te dizem bom dia por uma mera formalidade, mecanicamente, isso não quer dizer que querem que seu dia seja realmente bom... nem te olham nos olhos!
FRIAS!
Em público te apoiam, dizem que você está certo, que é preciso reivindicar! Mas quando é necessário pôr as mãos na massa e agir, enfiam o rabo entre as pernas  (provavelmente um rabo sujo, porque quem não deve não teme!) e saem pela tangente! 
COVARDES! 
Pelo amor de Deus! Quão POLITICAMENTE CORRETAS se dizem essas criaturas, se batem no peito e afirmam o que não praticam?! Está escrito na testa!
HIPÓCRITAS!
Entram em seus carros de luxo são verdadeiros transformistas! Aquela aparência elegante e bons modos ao falar vão por terra depois de picotar o trânsito e daquela fechada que te dão na primeira esquina, sem sequer um gesto de desculpas.
IGNORÂNCIA
Pois é... ignorância resume tudo. Todos nós estamos sujeitos à momentos de ignorância. De desconhecimento do caso, da situação, dos sentimentos e das consequências. Não consigo acreditar que as pessoas tenham tais atitudes conscientes. Mas como disse, estamos sujeitos à MOMENTOS. Quero dizer que temos a capacidade de perceber o erro e modificar atitudes e padrões de pensamentos.

A Internet é como uma festa à fantasia, as pessoas entram, se disfarçam (ou não) mas dão a cara à tapa. São o que são e ali se entregam. Às vezes até se descobrem.

E o que aconteceu não foi coisa do mundo virtual! É real! 
É assim que muitos são e pensam e agem e excluem (ou talvez se excluam). Na verdade, só veio à tona um problema histórico! É impressionante como se avança tecnologicamente, economicamente e ao mesmo se percebe uma pausa moral no tempo, na história de várias gerações. Não dá pra dizer retrocesso porque acredito que o ser humano nunca regride. Apenas estagnou. Parou aí! Não QUIS crescer e avançar no que chamam de Inteligência Emocional, Evolução Espiritual ou, para ser mais simples, mantém-se como um ser anti-ético. Cultivado a cada geração, passado de pai para filho, para netos e bisnetos de forma muito sutil, entranhado nos mais simples gestos. Porque a gente não é o que diz, a gente é o que faz, de que modo agimos. Para quem não sabe, esse é o processo inicial e base do aprendizado infantil, como já dizia Vigotsky sobre a zona de desenvolvimento proximal, e todas as teorias existentes sobre valor cognitivo-afetivo nos processos de ensino-aprendizagem. Acho que é por isso que até agora não tive filhos... porque sei que vou tentar educá-los não só com palavras, mas principalmente com atitudes. Porque eles irão crescer e perceber que tiveram uma educação coerente entre o que era dito e o que era praticado. Tentando criar neles discernimento e entendimento de que toda ação tem suas consequências e quais são elas. Talvez o universo não conspire ao meu favor.  Talvez esteja aí a explicação de não ter filhos apesar das tentativas. Talvez o mundo não precise de pessoas assim...

 

BULLYING - Uma solução em conjunto



"Para elas, o mundo é estranho e desconcertante: as pessoas não dizem aquilo que pensam, dizem aquilo que não pensam, fazem comentários triviais e sem significado, aborrecem-se e perdem a paciência quando uma pessoa com síndrome de Asperger lhes refere centenas de factos fascinantes sobre horários, as inúmeras variedades de cenouras ou o movimento dos planetas. Também não entendem como é que as pessoas conseguem tolerar tantas luzes, sons, cheiros, texturas, paladares, sem se desnortearem, se preocupam tanto com a hierarquia social, têm relações emocionais tão complicadas, conseguem utilizar e interpretar tantas convenções sociais, são tão ilógicos."
 
Esta é a forma como Lorna Wing, a psiquiatra que usou pela primeira vez o termo síndrome de Asperger, caracteriza as pessoas com esta síndrome. Quem contacta diariamente com crianças com Asperger considera que esta psiquiatra faz, de uma forma sintética, uma boa caracterização deste tipo de problemática. Apesar de, cognitivamente, apresentarem capacidades médias ou acima da média, ao nível das competências sociais os portadores de Asperger apresentam défices que lhes limitam seriamente a capacidade de interagir socialmente de uma forma gratificante. Para além de terem dificuldade em estabelecer diálogo, têm tendência para fazer comentários inoportunos, "demasiado honestos", que muitas vezes magoam os outros. A dificuldade em perceber sinais não verbais e expressões faciais que exprimem sentimentos é outra característica que os define e que dificulta o estabelecimento de relações sociais satisfatórias.

Para além de défices ao nível das competências sociais, estas crianças têm também dificuldades ao nível da comunicação, pois apesar de muitas vezes falarem de forma pomposa e fluente parecem ausentes do diálogo. A dificuldade em extrair o significado de metáforas e entoações leva as pessoas com quem interagem a questionarem as suas capacidades cognitivas. O facto de habitualmente apresentarem interesses obsessivos também não facilita a comunicação, uma vez que os outros ficam rapidamente cansados de ouvir constantemente falar em carros, comboios, planetas e outros temas pelos quais habitualmente se interessam.

As dificuldades referidas levam a que estas crianças frequentemente se isolem ou sejam vítimas de abuso, nomeadamente bullying. Estes riscos exigem que sejam alvo de um acompanhamento muito próximo.

Ao abordar este tema, vêm-me imediatamente à memória os muitos casos de meninos com Asperger que vou acompanhando no SPO. O Jorge, por exemplo, que agora é aluno do 8.º ano de escolaridade, é acompanhado desde o 5.º ano. Ao longo destes anos tem havido uma articulação constante entre o director de turma, os professores do conselho de turma e os pais do aluno em questão, pois é alvo constante de agressão por parte dos colegas, alguns deles colegas novos que entram para a turma no início de cada ano lectivo. Sem intervenção e vigilância permanentes, o Jorge estaria certamente perdido neste mundo tão complexo, cheio de segundos sentidos e subtilezas.

O contacto com estas crianças, com quem habitualmente estabeleço uma excelente relação, leva-me a concordar plenamente com a opinião de Tony Attwood, psicólogo clínico especialista mundial em síndrome de Asperger, relativamente às capacidades e talentos dos portadores desta síndrome. A capacidade para estabelecerem relações de grande lealdade, o discurso isento de falsidades, a conversação objectiva e sem manipulação, a perspectiva original de resolução de problemas e a clareza de valores fazem deles pessoas muito especiais. Como diria este especialista, "Precisamos de pessoas com Asperger, uma vez que são mais criativos do que a população em geral. A cura para o cancro será provavelmente descoberta por alguém com Asperger!". 

FONTE:  Adriana Campos| 2009-10-28 (Site Educare)

Outras informações: 
Tipos de Bullying - ENTRE NESSE SITE PORQUE TEM MUITA INFORMAÇÃO

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