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Quem sou Eu??? Ahhh....!!! Curiosa por natureza, gente fina (rs), com o riso meio frouxo, alguém feliz , mas sempre em busca de mais e mais! Tudo na minha vida tem seus extremos. Desde o tempero na comida até o sentimento. Tudo na minha vida precisa de mudanças, desde o móvel da sala até o rumo da própria vida. Eu gosto dessa "rotina imprevisível". Sabe...? Uns dizem que me conhecem, outros nem tanto, muitos só de vista, alguns lembram da minha risada, mas uns poucos têm acesso ao meu íntimo. Estou criando esse blog pra deixar gravado um pouco de mim! Deixar minha impressões e expressões. Fazer minha terapia. Desamarrar o nó da garganta, chorar minhas pitangas, minhas dúvidas e respostas, deixar um pedacinho da Flávia nesse mundo virtual. Não é um diário, nem a sala do psicanalista, este blog é parte de mim, do meu jeito, como eu quero. Como sou e gostaria de ser. Obrigada pela visitinha e se gostou ou não do que viu, deixe seu comentário!

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Ingressar em Universidades no Brasil na era do ENEM



Eu estava esses dias pela internet badalando por um blog quando vi este post sobre o sonho que virou pesadelo mas sinceramente acredito que aí houve um problema de informação.... o rapaz não estava ciente da metodologia de tal universidade argentina, nem averiguou antes de sua empreitada, quais as estruturas físicas e que tipo de suporte ele teria como aluno.... etc. E no final das contas desdenha a tudo e a todos que concluem o feito de graduar-se em Medicina. 
No entanto, o que me chamou a atenção e me fez escrever este post foi um dos poucos comentários que li e concordo muito, que fala não só sobre isso mas também sobre a infeliz realidade educacional atual do nosso Brasil.  Justo agora que praticamente todos os vestibulares de universidades públicas foram abolidos, ficando apenas o ENEM e suas possíveis (e passíveis) fraudes, e temos para este ano redução das vagas à metade, pois a outra metade é destinada ao sistema de COTAS, para àqueles que nele se enquadrem..... Estou vendo um grande afunilamento para o acesso ao ensino superior, mas quisera eu que este tivesse alguma qualidade. Como podemos ver... não é assim que a banda está tocando. 
Vazamento de provas em 2009.  Resultado: Deu em nada! Processo não foi anulado e seguimos com cara de palhaços.


Abaixo segue a cópia dos comentários do blog do colega Maximus, aos quais eu me referia:


"Manual do Estudante 28 de junho de 2013 23:53
Acredito que se o indivíduo conseguiu concluir sua graduação e além disso revalidou seu diploma no Brasil ele não deve ser tratado como "gentinha incompetente".

Anônimo 25 de abril de 2014 10:12
Perfeito Manual do Estudante, algumas pessoas são realmente autodidatas. Eu mesmo, perdi horas e horas em bancos da universidade, assistindo aulas que não me levaram a nada. Teria ganhado muito mais se ficasse estudando na biblioteca naquele horário.
No Brasil estamos acostumados a universidades que tratam o acadêmico como se estivesse no jardim da infância, com trabalhinhos para ajudar na nota.
Por outro lado, já faz muito tempo que o vestibular não é empecilho para alguém cursar medicina, e sim a capacidade de pagar cinco ou seis mil reais por mês de mensalidade, fora as demais despesas.
Sim, porque tenho visto vestibulares em que a concorrência é de 1,2/vagas, ou seja, se um ou dois desistirem, todos os outros serão aprovados.
E digo mais, diferentemente do que foi dito aqui, de que os exames na UBA são bastante rigorosos (não conheço a metodologia), no Brasil, CONHEÇO um monte de gente cursando não só medicina, mas odonto, enfermagem, fisio, entre outros cursos, que não sabem o que é uma mitocôndria, mas conseguem concluir o curso. Parece-me que os estudos dos anos do básico não existem mais. Simplesmente se ingressa na universidade já iniciam as atividades práticas, porque aqueles alunos não têm a menor compreensão de biofísica ou bioquímica por exemplo, mas todos irão se formar!
Passariam no revalida? Acho pouco provável.
Conhecimento, habilidade, aptidão, vocação, são características muito pessoais, e vestibular é muito relativo.
Minha formação não é em saúde, é jurídica, mas gostaria de falar sobre um amigo, que por não poder pagar uma universidade particular, tentou ingressar na UFPE, no curso de Direito, e não conseguiu, porque não era bom nas matérias de exatas(mat/fis/qui). Depois, resolveu arriscar a na UNICAP (Católica), Foi aprovado e conseguiu cursar graças ao antigo crédito educativo.
Pois bem, destacou-se durante a graduação e logo que se formou foi aprovado para Procurador da República, uma das carreiras almejadas no meio jurídico.
Moral da estória: o vestibular não é um critério absoluto, existem no Brasil inúmeros cursos de medicina de péssima qualidade, nem todo mundo que se forma no exterior é incompetente, o critério mais importante para se obter uma graduação nos cursos de elite no Brasil hoje em dia é a condição econômica do candidato, e não sua capacidade intelectual."



Mas sabe o que é pior de tudo isso e o que me deixa mais triste....? 
POR FAVOR ALGUÉM ME CORRIJA SE EU FALAR BOBAGENS!!!!
Mas tenho visto na prática toda essa diferença de opiniões.... ok! Cada um tem o direito de ter a sua.
Só que uns parece que não enxergam que vão com o seu discurso, contra si mesmos! Contra uma possível melhoria da Educação!
Os governos nos devem muito ainda! Uns tentam arrumar, mas não agradam a todos, outros não priorizam tanto ao setor... enfim.... e assim temos o histórico educacional que se apresenta.
Só que o mais lamentável é ver mais de perto que estudantes querem a todo custo ingressar em uma universidade de peso (federais), em especial os do curso de Medicina, e para isso pagam, literalmente o preço que for. Passam por cima de quem for para conseguir seu feito. Mandam alguém fazer a prova em seu lugar... ou ingressam com seus méritos mas depois.... sai debaixo....
Eu entendo que colar em prova.... é até "aceitável".... coisa de adolescente.... mas não acho ético e não concordo com isso. 
Fico pensando que se essas criaturas querem passar ou conseguir nota a qualquer custo... perturbam professores por pontos ou décimos... e se utilizam das últimas artimanhas para saírem "ganhando"..... que tipo de profissionais serão?
É desse médico que eu corro! E tem aos montes se formando nas particulares do Brasil e, pasmem, nas Federais! 
Ahhh.... quisera eu poder dizer aqui que recebo um ensino de qualidade e tenho orgulho porque estudo numa Universidade Federal.... e olha que esta é a segunda por onde passo.... e o nível não caiu.... despencou. 

Mas insisto em repetir o que me deixa mais indignada: tem tanto problema em nossa volta (nós alunos) e muitos alunos como eu estão achando é bom que o curso tenha tal e tal falha, porque assim ele enquanto aluno tem menos trabalho, é menos cobrado. 
E é com isso que me sinto velha e desmotivada pra estudar junto desse grupo de jovens que ingressa agora com essa mentalidade tão fresca e ao mesmo tempo tão inútil. Digo e repito: não é opinião de um, dois ou três. É da maioria. 
E digo mais: isso que conto, provavelmente se for confrontado por algum professor ou coordenação de curso... será tomado como falso porque para fazer a aparência de alunos interessados, eles reclamam, mas entre eles o discurso muda. Ou são um bando de falsos ou um bando de loucos!
Ahhh e ainda lembrei do seguinte... pedem que a coordenação abra turmas específicas de férias e depois quem solicitou desiste com desculpas de ordem pessoal... bom... eu faço o possível para cumprir meus compromissos...
E por fim... este ano a universidade fez a média de provas que era de 7,0 passar para 5,0......... Preciso listar mais algum motivo........?
Agora gostaria, de verdade, que alguém que leu isto até aqui deixasse um comentário dizendo se estou tão errada assim... e se estou, pode e deve me dizer! Gosto de repensar meus valores, mas até quando tenho que passar por isso? Até quando a Educação precisa ser uma porcaria ao ponto do povo estar contra o próprio povo???


Eu vejo o Futuro repetir o Passado, Eu vejo um Museu de grandes Novidades

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos

O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado

Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para, não, não para

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro

Pois assim se ganha mais dinheiro

Meretrizes do Mundo



Sabe... tem dias que eu tô perturbada, viu?! São meus dias de emo.
Escrevo cada coisa aqui no blog..... com sentido, claro! Mas percebe-se que foi num momento "biopolar" do meu ser... rs
Um surto! Mas vamos ao assunto né...

Pois cheguei a conclusão de que desde que o mundo é mundo, que o mundo é das meretrizes. 
Entendeu?
 O mundo sempre foi assim, não importa a época.
Quando estava em São Paulo aprendi que o mundo é gay e, convenhamos,  muito mais alegre e bonito assim.
Agora.... em conjunto com minhas aulas de História Antiga, apreendo que o mundo é e sempre foi das meretrizes. Digo apreendo porque já sabia, mas não me conformava.
Olha na Itália:
Olha na Holanda:

Olha no Brasil:
 Meretrizes de luxo transformam-se em escritoras famosas e "ensinam" sobre a "vida fácil".

O sucesso é tanto, que vira filme recorde de bilheterias da semana. 
E mais: se bem entendi a propaganda acima sugere uma orgia, sem preconceitos! Ok! Mas essa aí não subiu na vida, trepou mesmo!

A Record está usando artilharia pesada para contratar Raquel Pacheco, a ex-prostituta mais conhecida como Bruna Surfistinha, para o reality-show "A Fazenda 4", que estreia em julho. (Fonte: Pronto, falei! Publicado por Leo Dias, sexta-feira, 1 de abril de 2011 17:39 BRT)

E nada mais me surpreende...!!!! 
Como já dizia Clodovil: "Só no Brasil p... dá porque gosta." 

E agora essa da Rede Record cujo dono, Sr. Edir Macedo se entitula bispo da Igreja Universal.
Qual será o novo Ministério criado pela instituição? 
É.... porque de acordo com a filosofia do dono da emissora, templo é dinheiro!

(A forma como se consegue é o que menos importa pra eles...)

E eu estou tentando digerir tudo isso... talvez não exista o certo ou errado, o bem e o mal, e sim, pontos de vista diferentes....
Ai... por isso que eu detestava tanto as aulas de Filosofia e Psicologia... sempre me perdia... divagava pelos pensamentos, sentimentos, e ficava triste, e ninguém pra me ouvir, e voltava a estaca zero.....
Game Over... de novo. 





Olha o Fumacê!!!!



Essa coluna copiei na íntegra porque me identifiquei. Sinto-me uma fumante passiva, ou alguém meio defumada... com uma sensação de torpor, embriaguez dos sentidos... Mas de pleno acordo com o doutor! Eu sempre digo: " Educação... mandou um abraço!" 
Temos problemas de origem educacional, já que, desde a escolinhas, às crianças não são ofertados grandes atrativos para esse mundo que é a leitura.
Problemas de origem cultural, porque o brasileiro se acostumou ao "mínimo necessário", inclusive ao ler. 
Quando adolescentes na escola, lemos o resumo do livro para o vestibular (por quê não o livro todo?), mais tarde lemos as manchetes do jornal (por quê não o artigo todo?), lemos.... hum... lemos mais o quê hein? O horóscopo no jornal, o resumo dos últimos capítulos da novela... algo mais???
Então! Está aí nosso mal! 
Nem bulas de remédios, nem manual do novo celular, nem a caixa de emails se lê mais!!! Ler um livro?????? Acho que estamos a pedir demais.
Mas eu me diferencio dos outros!!!!
Eu percebo que sou míope, meio cega, sabe...!? Mas as pessoas, aliás, muitas pessoas não! Não percebem ou fingem que tudo está normal! 
Devagar eu vou me consertando, uso diariamente meus óculos para não ficar mais míope, mas ainda sou fumante passiva, nesse mundo onde o fumacê ainda passa na minha rua.
E sem esquecer o aspecto econômico. Em outros países, livro é bem barato! Existem sebos, trocas. E no Brasil, a gente fala em sebo e o povo torce o nariz, torce a cara toda! Mas livro aqui ainda é artigo de luxo, artigo para poucos.
Vamos ler a matéria que copiei aqui no post:


"Quando um certo alguém disse que “existe um limite para tudo, menos para a estupidez humana”, acertou na mosca. Pode ter sido Einstein, Sartre, Schoppenhauer, Tiririca, sei lá. Certamente vou receber um email dizendo de quem é esta máxima, mas que a mosca levou um peteleco no meio da testa, ah levou.
Como não é possível deixar a estupidez humana de lado (teríamos que alugar um planeta inteiro só para isso), vamos esquecê-la por alguns instantes e nos concentrar na primeira parte da frase. “Existe um limite para tudo”.
Existe um limite para o seu esforço, um limite para seus amigos, amores, vitórias e derrotas basicamente porque existe um limite para sua quantidade de dias. Apesar disso não ser novidade, conheço poucas pessoas que aprenderam a dimensionar esta verdade no tira-colo do cotidiano.
Quer um exemplo cinematográfico da nossa falta de visão? No filme “Homem de Ferro”, o personagem Tony Stark se vê preso em uma caverna nas montanhas nos confins do Afeganistão (hum… “confins do Afeganistão” não é uma redundância?), coagido a construir um míssil para os rebeldes com a promessa de ser libertado em seguida.
-  Haja o que houver – ele diz para si mesmo –, de qualquer forma, fazendo ou não o míssil, estarei morto em uma semana.
- Então – diz seu companheiro de cela –, esta é uma semana muito importante para você, não?
A tragédia e a beleza de tudo se esconde no limite.
Transformando a teoria em prática, suponhamos que você seja capaz de ler um livro a cada dois meses. Da alfabetização até estar com Alzheimer e não conseguir lembrar onde diabos colocou o livro (“hein, eu estava lendo um?”), vamos dizer que tenham se passado cerca de 80 anos. Isso daria um total de 480 obras. Sua capacidade de leitura ao longo da vida se restringirá a uma pilha de 480 títulos. Beeem menos do que o mercado editorial brasileiro lança em um ano.
Daí a importância do que você lê. Cada obra é importante, porque seu número de livros será limitado pelos seus dias. Em A Filosofia da Ciência, Rubem Alves comenta muito apropriadamente que o refinamento do pensamento depende da riqueza de vocabulário. Quem lê mais ganha mais palavras para ter mais ideias e raciocinar melhor. A inteligência é mais um produto de hábitos que uma benção divina.
Talvez nenhum outro livro tenha mudado tanto minha visão da medicina quanto “O Físico”, de Noah Gordon. O título original, “The Physician”, teria sido melhor traduzido para O Médico, mas tudo bem. Não é por causa de uma ervilha amassada que vou jogar todo o risoto fora.
Em “O Físico”, o vendedor ambulante Barber se desloca de uma cidade a outra comercializando seu Tônico Universal, uma bebida doce, com leve teor alcoólico, específico para o tratamento de todas as doenças – como o próprio nome sugere.
Em um de seus acessos de sinceridade, Barber comenta com seu aprendiz, o jovem Rob Cole:
- Quando eu morrer e estiver na fila na frente do portão, São Pedro vai perguntar, “Como você ganhou a vida?” “Eu era fazendeiro”, dirá um homem, ou, “Eu fazia sapatos de couro.” Mas eu responderei: “Fumum vendit”. Eu vendia fumaça.
O Físico se passa na Idade Média. É triste perceber que não mudamos muito desde então. O que chamamos de desenvolvimento ou progresso não passa de mais do de sempre. A despeito do maior acesso ao conhecimento, as pessoas ainda insistem em basear suas decisões em mitos, dogmas e desinformação. Ninguém quer pensar. Todo mundo está inebriado em um torpor de fumaça ignorante com cheiro de pão e circo.
Inserida neste cenário, a medicina está se tornando uma neblina que mais confunde que ilumina. Acompanhando o restante da sociedade, nós médicos vamos perdendo (ou já perdemos?) o rumo e, ao invés de acumular sabedoria para oferecer ao próximo bússolas para dias melhores, estamos nos tornando especialistas na arte de vender fumaça. Exames caros, procedimentos sofisticados, nenhuma empatia.
Também, de que adianta? Quantas vezes seu médico tentou lhe convencer de exercícios físicos, largar o cigarro, diminuir a bebida, combater o sobrepeso, manter a pressão e o diabetes sob controle, melhorar o sono, reduzir o estresse…? E quantas vezes você realmente ouviu, refletiu e mudou? Vendedores de fumaça existirão enquanto existirem compradores de fumaça.
A única saída que vejo para esse problema está na leitura. Assim como você planeja sua carreira, seu salário, seu guarda-roupa e o menu da semana, seria maravilhoso programar sua leitura para este mês e ano. Quais obras deseja ler? Uma rápida pesquisa na internet pode lhe fornecer um cardápio saboroso de idéias.
Você é o que come. Mas se tornará aquilo que lê. Se você consegue ler apenas um livro por ano, então, como diria Tony Stark, esse será um livro muito importante, não? Escolha-o com cuidado. Leia-o com atenção. Ou continue cego para o mundo à sua volta, sorvendo goles generosos de tônico universal, enquanto espera pelo próximo vendedor de fumaça.
Eu? Eu não fumo mais."


Fonte:

Por Dr. Alessandro Loiola . 17.03.11 - 21h06

Enchentes... Deslizamentos.... Tudo sempre igual.

Esta é em SP, veja a altura da água!

Mais uma calamidade pública? Um caos sócio-político? Um bom motivo, um argumento para eleições? Um acidente...? Ou algo possível de evitar? 
Bom... agora não adianta chorar o leite derramado, a coisa já está feita e o resultado tá aí e Inês é morta, aliás muitas Inês estão mortas, até o momento e só no Rio temos cerca de 650 mortes confirmadas, sem contar os desaparecidos e, se existem sobreviventes. 
Fora os de Franco da Rocha, Atibaia.... e ainda não podemos esquecer que essas localidades são as que a mídia divulga como piores, mas temos várias outras regiões com o mesmo problema, só que numa proporção menor.
Agora os mercados, que também foram invadidos pela enchente e lama, vendem o que se aproveita a preços exorbitantes! E produtos de necessidade básica!

Os corpos chegam em caminhões e ficam assim para reconhecimento dos parente pois os necrotérios estão lotados.
Pois é... mas como eu dizia no título do post, tudo sempre igual, as coisas acontecem mas não como castigo ou revolta da natureza,  como dizem muitos religiosos, e sim como consequências! (dos nossos próprios atos, atos de e vidas, de gerações a gerações que nunca mudam).
E por que acontecem? Para se aprender alguma coisa! Não para "cumprir os desígnios de Deus", ou se queimar o carma... ai quanta bobagem o povo fala pra superar a dor, para consolo próprio e ainda dizem em nome da religião.
Essa tragédia traz uma oportunidade, mais uma, de mudança! Mesmo que aparentemente trágica, é uma oportunidade.
Oras! Tem gente que perdeu tudo!  Só ficou a vida... até a esperança foi embora! Aí essa gente olha pro lado e vê que tem muita gente ajudando, voluntários que vão até lá sem a menor intenção de ter nada em troca. Um sentimento simples de solidariedade, boa vontade e disponibilidade. 
Mas também olham para outro lado e vêem pessoas e países e mídias querendo apenas o lucro, benefícios próprios.
Empresas de telecomunicações que vão aos locais fazer a melhor reportagem, o melhor ângulo para a foto da dor, mas que não têm a coragem de levar suprimentos para essa população.
Países que se propõem ajudar o Brasil, mas cheios de segundas intenções para futuros acordos políticos e econômicos.
Donos de mercados e mercadinhos vendendo aos olhos da cara produtos como água e gás a preços absurdos! Por que não fazem uma troca: eu te dou galão de água e você o que pode fazer para ajudar ou ou trazer para oferecer? Mas não... só querem dinheiro e para si.
Poxa! Esse era o momento certo de fazer diferente! Se estão pensando em reconstruir as cidades, essa seria a hora de reconstruir num sistema diferente, onde a ganância, filha do capitalismo não teria espaço, onde todos trabalhariam por todos, para reerguer um lugar para todos e não só para um! Onde o meu é melhor que o seu.
Daria até gosto, até vontade de ir lá para ajudar nessa reconstrução, nesse novo lugar, se a mentalidade do povo fosse diferente.... Se pensassem em NÓS e não em MIM.
Mas infelizmente, as pessoas não pensam nisso né... só querem saber de refazer cada um as suas vidas. 
Mas não posso criticar muito porque essas pessoas sempre estiveram tão afundadas no próprio umbigo e agora na própria dor, que não conseguem olhar para o lado, nem pensar, nem agir diferente.
Tudo o que aconteceu (muito lamentável) continuará acontecendo... e isso sim é lamentável. Se não for nessa localidade será em outra e em mais outra.... até quando?
Até que aprendamos a lição.
Obs.: e eu continuo me sentindo só no mundo... ninguém ou poucos compartilham com o que eu penso... acho ainda estou na adolescência: o que faço aqui? por que nasci?  sirvo pra quê? nasci no mundo errado... por que sou assim? etc.. etc.. etc... e cada dia mais sem respostas... só perguntas... os que já passaram da adolescência não pensam mais nessas coisas, vivem num mundo adulto, será que chego lá?




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